Greve na Petrobrás

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu iniciar manifestações a partir deste domingo, 27/05/2018, e, na próxima quarta-feira, 30/05/2018, iniciar uma greve de 72 horas.

A entidade divulgou um calendário que previa a definição da data de início da greve para o próximo dia 12/06/2018, mas o Sindipetro-RS resolveu se antecipar ao movimento com a ação localizada na Refap, cujos trabalhadores cruzaram os braços neste sábado, 26/05/2018.

Como os petroleiros são contra a política de aumento de combustíveis, afirmam que vão entrar em solidariedade aos caminhoneiros. A lista de reivindicações, além do apoio a greve dos caminhoneiros, inclui cinco pontos, um deles é a demissão do presidente da Petrobrás, Pedro Parente.

Os sindicalistas pedem também a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

O comunicado que será enviado ainda neste sábado à empresa contesta também a presença de unidades das Forças Armadas em instalações da Petrobrás.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

Temer afirma que não há risco de intervenção militar

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

Temer afirmou nesta terça-feira, 29/05/2018, que não há risco de intervenção militar em decorrência da paralisação de caminhoneiros, apesar de alguns manifestantes defenderem um golpe militar para derrubar o governo.

Em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros em fórum de investimentos em São Paulo, Temer disse ainda que a redução do preço do óleo diesel anunciada pelo governo como parte das medidas para tentar acabar com a greve não irá reverter as reformas realizadas pela Petrobras para garantir a independência da estatal.

Temer também afirmou que o governo poderá ingressar com ação junto ao STF para que seja declarada ilegal a greve convocada por petroleiros para quarta-feira (30/05/2018).

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

STF condena primeiro político com foro privilegiado

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

Hoje, 29/05/2018, Dias Toffoli votou com o relator, Edson Fachin, para condenar Nelson Meurer por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com isso, já há maioria pela condenação na Segunda Turma do STF. O deputado paranaense é o primeiro político com foro privilegiado condenado pelo STF em mais de quatro anos de Lava Jato. Segundo a denúncia da PGR, ele teria recebido R$ 29,7 milhões em 99 repasses mensais de R$ 300 mil, operacionalizados pelo doleiro Alberto Youssef.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

Breve avaliação da crise brasileira em 29 de maio de 2018

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

Credibilidade não se constrói correndo atrás de cliques e compartilhamentos nas redes sociais. A credibilidade se constrói com honestidade, espírito republicano, competência, ética, transparência, diversidade, pluralidade, equilíbrio, inovação, foco em cidadãs e cidadãos, trazendo para as suas práticas o que é essencial para a construção da própria democracia.

Nossa triste realidade todos conhecemos bem, agora agravada pelo inaceitável caos provocado pela greve dos caminhoneiros, impasse pessimamente administrado pelo governo, está na raiz da corrupção generalizada, dos 14 milhões de desempregados, do continuo empobrecimento da população, atingindo em cheio a classe média, que não consegue mais custear a educação dos filhos nas escolas particulares, infraestrutura sucateada, saúde em frangalhos, insegurança total, violência campeando, educação de baixo nível, economia com dólar batendo recorde e bolsa caindo, etc.

E dizem que nossa democracia está forte porque as instituições estão funcionando bem. Felizmente, cada vez menos brasileiros acreditam nisso. Basta ver as pesquisas de opinião, que revelam claramente que o povo minimamente esclarecido está farto de tanta roubalheira, desmando, descaso com a coisa pública, falta de vergonha e respeito e que quer mudança, desde que represente o novo. Vejamos o lastimável estado atual das nossas instituições:

O executivo em estado terminal, fraco, sem apoio político para promover as reformas, envergonhado e paralisado, vítima de denúncias, umas atrás das outras, envolvendo o presidente, sua família, amigos e ministros mais próximos.

O Legislativo seguindo fielmente a sua cartilha de legislar em causa própria, como fizeram agora demagogicamente seus integrantes aprovando de afogadilho projetos para aplacar a greve dos caminhoneiros, além de outras barbaridades como a criação do execrável fundo eleitoral. Nossos parlamentares não demonstram a menor intenção de olhar para os lados e ver que mais de 200 milhões de brasileiros esperavam que os representantes cuidassem do povo e não só deles. Agora, então, com Copa do Mundo e eleições, nem pensar.

O Judiciário, cuja representação máxima é o STF, perdendo vertiginosamente seu prestígio e se transformando na maior fonte de insegurança jurídica, com ministros liberando criminosos. Olhando o quadro pré-eleitoral atual, é impossível ter alguma esperança de que venhamos a eleger um verdadeiro estadista para a presidência.

Entre os candidatos melhor posicionados, incluindo Lula, que ainda pode ser beneficiado por mais uma escandalosa manobra do STF que o torne elegível é impossível identificar o “estadista” que poderá governar o país.

Para o Congresso apesar das velhas raposas estarem sendo investigados pela Lava Jato, alguns já transformados em réus, podem muito bem se reeleger e manter o foro privilegiado já que os recursos oriundos do fundo partidário e eleitoral, a maior parte vai ficar com elas mesmas, graças às manobras dos donos dos partidos políticos aos quais pertencem, ou seja, a renovação tão necessária e sonhada não irá acontecer.

Continuaremos com os Renans e Jucás. Afinal, com um eleitorado de mais de 140 milhões que é obrigado a votar, grande parte dele pobre ou na linha da pobreza além de analfabeta funcional não se pode esperar grandes revoluções cívicas.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

Ciro e o espólio do PT

Vislumbrando chances reais, o presidenciável Ciro Gomes tenderá a abandonar o estilo “bang bang”, de quem nem sempre mede palavras […]“.
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Marcos Vinícius Anjos

Ciro Gomes, PDT, avança sua estratégia de convergência com a pauta política do PT.

Em suas aparições vem repetindo o discurso da revogação do teto de gastos do Governo, bandeira petista, criticando a reforma Trabalhista e o projeto de reforma da Previdenciária.

Recentemente, ao ser sabatinado pelo UOL, jornal Folha SP e SBT, criticou até o “Presidencialismo de Coalizão”, dizendo que parece “a soma de loucura com ignorância”, “inventado pelo (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso”.

Do alto de toda a sua inteligência, o presidenciável, atual pedetista, sabe que não será bem assim. Na campanha é preciso “correr para a galera” tentando assegurar votos.

Fora a crítica ao “Presidencialismo de Coalizão”, Ciro parece mandar sinais ao PT. Numa eventual negociação por impossibilidade de Lula, a pauta do PT já estaria contemplada por suas declarações.

O comportamento do presidenciável não é só reflexo de sua estratégia, também reflete o que o eleitor médio se permitirá ouvir para decidir seu voto.

Nos últimos anos “emburrecemos” o processo eleitoral, a destruição da política foi muito maior que o necessário ao combate à corrupção.

A restrição dos métodos de investigação penal no MP e PF, às delações e operações estruturadas, alimentaram vazamentos seletivos, politização do judiciário e o comprometimento de reputações públicas, antes mesmo que houvesse condenações.

O “justiçamento” a qualquer custo, até por cima da Constituição quase virou regra. Uma parte significativa do judiciário foi aliciada pelo “confete do clamor das ruas”, cuja lógica tende a ser mais emocional do que racional, mais ufanista do que técnica.

Depois de muita turbulência política, alimentada por interesses pouco alinhados com a estabilidade institucional do país, o desgaste sobre o debate das reformas tornou a grande maioria dos eleitores, por desinformação, hostis a qualquer mudança.

Ninguém quer saber do controle de gastos e equilíbrio das contas públicas, reforma da Previdência etc., só há espaço para apologia ao enfrentamento da corrupção.

Mas será que alguém discorda, que o combate à corrupção já seja uma obrigação do judiciário?

Voltando ao Ciro Gomes, ele é muito perspicaz e sabe que a reforma trabalhista era necessária, mas, poderá torna-la mais simpática aos contrários. Sobre o teto dos gastos, o pedetista também sabe a importância do limite, no máximo poderá colocar-se por mais recursos para a saúde, educação e projetos sociais.

Apesar do debate dominante praticamente abominar a reforma da Previdência, essa é uma necessidade imperativa para a perspectiva do equilíbrio fiscal.

Ciro tem se posicionando pela inexistência de déficit na Previdência, segundo ele, não há desajuste se consideradas as contribuições versus os gastos de todo o sistema de seguridade.

Sua observação superficial não contempla aspectos centrais como: o desequilibro e déficit cobertos pelo Governo nos últimos anos, as perspectivas da inversão demográfica, as distorções entre os segurados dos setores público e privado, além de outros aspectos que obrigarão um posicionamento claro do novo presidente, como os benefícios sociais pagos e o tempo de contribuição por exemplo.

Vislumbrando chances reais, o presidenciável Ciro Gomes tenderá a abandonar o estilo “bang bang”, de quem nem sempre mede palavras, para posicionar-se como candidato de uma “esquerda consciente”.

Ciro Gomes está demarcado território, tentando se habilitar a unção de Lula, num possível futuro espólio petista. Mas sabe, como bom político, que para chegar terá de se ajustar ao longo do caminho, evitando estaremos e isolamentos.

Para consolidar-se como candidato competitivo, a exemplo de Lula em 2002 quando buscou dialogo prévio com os empresários e a sociedade, Ciro Gomes não poderá fazer apenas o discurso limitado de contrários às reformas.

Para projetar alguma governabilidade, necessitará reconhecer a importância de realizar reformas no Estado Brasileiro.

No vazio que essa eleição presidencial está se tornando, seus planos eleitorais dependerão da exposição de suas ideias e da capacidade de demonstrar compromisso com a institucionalidade, afastando-se da armadilha do “emburrecimento” no debate eleitoral, provocado pelas candidaturas panfletárias e incendiaras, dos que pregam radicalismo, independente de estarem na direita, esquerda e até no centro.

Por bullyng Dilma quer se chamar Manuella

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

Durante muitos anos, a Senhora Dilma viveu tranquilamente com seu nome. A partir de 2015, com o processo de impeachment da então presidente Dilma Russeff, cresceram a rejeição e o ódio em relação à Dilma e ao PT.

A partir de então, as brincadeiras passaram a ser mais frequentes e menos lúdicas. A sra. Dilma, que à época trabalhava em uma instituição bancária, enfrentava deboches constantes dos colegas de trabalho e, em diversas situações, clientes se recusaram a ser atendidos por ela.

Esse é um dos trechos de uma ação que corre em segredo de Justiça na 3ª Vara Cível, em São Miguel Paulista (zona leste de SP), onde a Dilma ex-bancária, pede a mudança de seu nome por ser vítima de “bullying”.

Atualmente desempregada, ela conta que, em seu antigo trabalho, como analista de relacionamento de um banco durante dois anos, tinha de conversar com clientes via telefone e bate-papo online. Chegou, inclusive, a pedir ao supervisor para mudar o nome. Diante da negativa, precisou criar um “roteiro” para evitar ser alvo de zombaria.

Dilma, que já votou em Lula, mas não se lembra se votou ou não em Dilma, também diz que a comparação com a ex-presidente vem tornando difícil a busca por um emprego. Certa vez participando de uma dinâmica de grupo.

O recrutador pediu para que cada um dissesse seu nome. Quando chegou a sua vez, a sala inteira deu risada. O próprio recrutador brincou: Nossa, até você procurando emprego, presidente? Cursando pedagogia, Dilma P. quer agora se chamar Manuela, uma homenagem ao pai, Manuel. Agora vejam o contraste. 

Atualmente, segundo dados do Censo, há cerca de 40 mil Dilmas no Brasil, a maioria na Bahia. Trata-se do 354º nome feminino mais popular do país.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

TSE decide 30% do fundo eleitoral para as mulheres

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

O TSE decidiu nessa terça, 22/05/2018, através do voto da Ministra Rosa Weber, que os partidos devem destinar 30% do Fundo Eleitoral para candidaturas de mulheres como forma de corrigir a histórica disparidade entre as representações feminina e masculina no Parlamento.

O mesmo percentual deve ser observado na distribuição do tempo de propaganda de rádio e televisão. O percentual é o mesmo determinado pela Lei das Eleições, que estabelece que um partido tenha de reservar essa cota das vagas eleitorais para um dos gêneros.

A ministra também citou que a jurisprudência assegura que a Justiça Eleitoral possui competência para decidir sobre questões partidárias que tiverem reflexo nas eleições, resguardada a autonomia das legendas destacando, também, que as estatísticas demonstram que a presença feminina na política ainda é tímida, o que coloca o Brasil em uma situação pior nesse quesito do que países como Afeganistão, Paquistão, Arábia Saudita, Nigéria e República do Congo.

O Brasil está na 161ª posição de um ranking de 186 países sobre a representatividade feminina no poder Executivo. A classificação é do Projeto Mulheres Inspiradoras, com dados do TSE, da Organização das Nações Unidas e do Banco Mundial. No Legislativo, o cenário não é diferente.

Em 2014, 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados foram para deputadas. No Senado, o percentual foi de 18%. As deputadas estaduais, por sua vez, somaram 11%.

No Executivo, havia apenas uma mulher eleita entre os governadores. Já nas eleições municipais de 2016, as cadeiras femininas representaram 13,5% das vereadoras e 12% das prefeitas.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

 

O transe do PT e seus descaminhos

Ao não considerar outras possibilidades, além da candidatura de Lula, a tática petista pode se tornar suicida.
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Marcos Vinícius Anjos

Desde a prisão do ex-presidente Lula, há quase dois meses, que o PT parece anestesiado, fora um acampamento custoso e desarticulado, montado ao lado do cárcere, na PF de Curitiba-PR, não se registrou outra ação que oferecesse maior levante.

Atônitos, os petistas ainda não reagiram e não se sabe mais se reagirão. Com tanta experiência em populismo não souberam organizar maior resistência, nem lançar mão da comoção dos milhares de lulistas espalhados pelo Brasil.

À medida que o tempo passa, novas condenações poderão surgir com Lula ainda na cadeia, aumentando a dúvida sobre existência de culpa no cartório e causando mais desgaste ao ex-presidente.

Ao que parece, com Lula fora de circulação, o PT perde sua capacidade de articulação e de enfrentamento.

Pode-se imaginar o desespero de Lula, ao perceber que o clamor pela sua libertação está sendo minado dia a dia, quanto mais o tempo passa, cresce o conformismo com sua prisão, mesmo entre os aliados.

As muitas incertezas com o cenário político atual, a perspectiva da elegibilidade no embaraço que se tornou a legislação eleitoral brasileira e a falta de unidade entre os próprios petistas, têm consumido a capacidade de reação dos companheiros.

No próximo dia 27 de maio (domingo), o PT tentará uma reação. Após ser visitado pelo deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), nesta segunda-feira 21, o ex-presidente Lula autorizou a realização do lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República.

Os organizadores do lançamento da pré-candidatura petista já falam na participação de três mil cidades, onde o PT diz ter núcleos organizados.

Com Lula preso, esse evento será um teste de fogo para a capacidade de mobilização do partido no entorno da libertação e participação do ex-presidente no processo eleitoral.

Apesar do esforço programado para Domingo próximo, a questão central permanece sem ser enfrentada, a prisão de Lula e sua elegibilidade, o PT continua sem rumo.

Ao não considerar outras possibilidades, além da candidatura de Lula, a tática petista pode se tornar suicida.

Se não houver êxito na empreitada do ex-presidente, os petistas mais radicais ameaçam se retirar do processo eleitoral e não reconhecer o pleito presidencial.

Ao defender que “eleição sem Lula é fraude”, o PT realmente demonstra que, como diriam os compositores Beto Guedes e Ronaldo Bastos na Canção do Novo Mundo, “perdeu o trem da história”.

“Quem perdeu o trem da história por querer

Saiu do juízo sem saber

Foi mais um covarde a se esconder

Diante de um novo mundo”

PC do B comemora vitória de Maduro

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

Com uma eleição controversa Nicolás Maduro se reelegeu por mais 6 anos como presidente da Venezuela com uma abstenção recorde.

Participaram, apenas, 46% dos eleitores, segundo o Conselho Nacional Eleitoral, controlado pelo chavismo, mas que seriam 33%, conforme fontes desse organismo, citadas pela agência Reuters, além de denúncias de graves irregularidades.

Na onda dessas informações, o partido comunista do Brasil emitiu nota com o título: “VITÓRIA RETUMBANTE DO POVO VENEZUELANO”, em comemoração ao resultado dessa eleição.

A nota diz ainda que o PC do B “regozija-se com o povo venezuelano, o Partido Socialista Unido da Venezuela, o Partido Comunista da Venezuela e demais forças políticas que comandaram a batalha e a vitória”.

Na contramão dessa nota, quatorze países americanos declararam nesta segunda-feira, 21/05/2018, que não reconhecerão os resultados das eleições presidenciais na Venezuela, celebradas neste domingo sob alegação de não cumprir com as normas internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

As empreiteiras corruptas apesar de tudo ainda mandam no país

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

A imprensa noticia hoje, 22/05/2018, que a Odebrecht conseguiu um empréstimo de 2,6 bilhões de reais com Bradesco e Itaú, para pagar dívidas atrasadas e capital de giro, além de estender uma dívida de $7 bilhões de curto prazo.

As garantias são ações da Braskem, a petroquímica criada nos governos petistas com dinheiro da Petrobras, a fim de que a Odebrecht dominasse o setor no Brasil com ramificações em outros países.

A pergunta é: Será que um empresário honesto teria a mesma facilidade ao pedir dinheiro a bancos, para que a sua empresa continue funcionando depois da crise instalada no país por esses governantes coniventes com a Odebrecht nas falcatruas cometidas contra o país?

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.

Renovação política comprometida

“Diferente das igrejas, os partidos brasileiros tornaram-se incapazes de se autofinanciar”.
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Marcos Vinícius Anjos

Com pouco dinheiro, os partidos podem priorizar candidatos à reeleição, isso dificultará a renovação da política.

Dos R$ 2,3 bilhões do fundo eleitoral e partidário, disponível para a próxima eleição de outubro, R$ 850 milhões ficarão com MDB, PT e PSDB. As Legendas do “centrão” terão cerca de R$ 600 milhões.

Apesar de todo esforço desde a minirreforma eleitoral em 2015, pouco se conseguiu na diminuição dos gastos com campanhas políticas.

Muitas das novas regras criadas para diminuir o abuso econômico e a demanda por financiamento estão distantes de qualquer efeito prático.

O modelo das campanhas eleitorais no Brasil, ainda não mudou o suficiente para sair do circulo vicioso da dependência do financiamento externo.

Diferente das igrejas, os partidos brasileiros tornaram-se incapazes de se autofinanciar.

Antes, quando se permitia a doação de empresas a partidos e políticos, sob o ensejo dos gastos eleitorais, imperava uma promiscuidade entre empresários corruptores e políticos corruptos, ocupando cargos públicos.

Empresários criavam contas para administrar propinas em troca de favores nas contratações de serviços e investimentos públicos. Assistimos aos resultados dessa festa todos os dias. Prisões, inquéritos, investigações, denúncias, delações etc.

Não adiantará ter regras visando redução de gastos eleitorais, se os eleitores e políticos não mudarem a forma de ver e fazer política.

Os R$ 2,3 bilhões do fundo eleitoral e partidário podem até parecer muito, mas, representam pouco diante da realidade distorcida de campanhas midiáticas, com altos custos em publicidade e propaganda.

Sem recursos para campanhas apoteóticas, ausência de “outsiders” e menos tempo de propaganda gratuita, o movimento de renovação política pode ficar muito aquém do esperado.

O butim do dinheiro público para os partidos políticos

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Texto enviado pelo professor *Rozilton Ribeiro

A maior fatia do fundo partidário será destinada ao PT com $ 35 milhões, o PSDB terá $ 28,5 milhões e o MDB com $ 27,7 milhões e os dez maiores partidos vão receber 73% do montante do fundão eleitoral e a tendência será manter a enorme diferença entre esses partidos e os considerados nanicos.

O PT tem a maior fatia do Fundo porque a divisão se baseia na eleição de 2014 e não no seu fraco resultado de 2016. Os 35 partidos políticos registrados noTSE, faturaram mais de R$260 milhões com o Fundo Partidário apenas nos primeiros quatro meses do ano e garantiram mais de R$2 bilhões para financiarem as próximas eleições.

É que o Fundo Partidário não inclui os cerca de R$1,8 bilhão do “fundão eleitoral”, criado para bancar as campanhas milionárias sem a doação empresarial, proibida por lei.

*Professor do Departamento de Administração da UESC, Mestre em Gestão Pública e Especialista em Marketing e Propaganda.