Com dez anos de atraso, pré-sal pode trazer R$ 100 bi em investimentos

Fazendo o que deveria ter sido feito desde 2007, o Governo Federal vai levar a leilão oito campos de exploração do pré-sal.

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marcos Vinícius Anjos

Fazendo o que deveria ter sido feito desde 2007, o Governo Federal vai levar a leilão oito campos de exploração do pré-sal.

A politica petrolífera nos governos Lula e Dilma

Imagem: Pesquisa Google Imagens

A política equivocada de concentração da exploração, a corrupção e o irresponsável controle de preços dos combustíveis levaram a Petrobrás à quase ruína nos últimos dez anos, inviabilizando completamente a exploração do pré-sal.

Os estrategistas dos governos Lula e Dilma acreditavam piamente que o Brasil seria um país de “xeiques do petróleo”. Com o pensamento dos anos quarenta (século XX), apostaram tudo na expansão da indústria petrolífera, num momento de aumento da produção mundial e retração inevitável do consumo de derivados do petróleo. .

A irracionalidade da cara política expansionista petista esbarrou na decadência dos combustíveis fósseis, altamente danosos ao meio ambiente, no surgimento de novas tecnologias energéticas limpas e na irreversível queda nos preços do petróleo em mais de 70%, entre 2006 e 2016.

O Brasil assumiu, durante os governos de Lula e Dilma, o custo oneroso de novas estruturas de exploração, quando já deveria ter aderido à sistemática de concessões às empresas que, consorciadas à Petrobrás teriam sido incumbidas da extração e do beneficiamento de petróleo, deixando para o país ganhos de taxas de exploração, royalties, taxas de serviços, impostos e demais taxas por extração mineral, além dos valores referentes à aquisição das tecnologias exclusivas da Petrobrás.

O Futuro do petróleo no Brasil

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Os analistas mais conceituados estimam a vida economicamente útil dos combustíveis fósseis em quarenta anos, por essa razão liberar a exploração do petróleo e auferir seus ganhos, o mais rápido possível, sempre foi à estratégia mais correta para aproveitar a riqueza do pré-sal, infelizmente os candidatos a “xeiques” entenderam diferente.

Como essas concessões os ciclos de investimento em infraestrutura, interrompidos com a quebra da Petrobrás, poderão ser retomados de forma sustentável, alinhados com o mercado e isentos dos recursos do Estado. Liberar as concessões oxigenará naturalmente a exploração do petróleo, segundo ás reais condições de mercado, colocando o país em outro patamar de competitividade.

Nesses primeiros lotes estão algumas das áreas mais cobiçadas para exploração de petróleo e gás do mundo, segundo cálculos da ANP (Agência Nacional do Petróleo), somente dois leilões de campos do pré-sal a serem realizados ainda este mês, deverão atrair US$ 36 bilhões, ou mais de R$ 100 bilhões, em investimentos.

A ABESPetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo) estima que os oito blocos a serem ofertados, quase um terço das reservas do país, vão gerar mais de 500 mil empregos diretos e uma arrecadação fiscal que pode ultrapassar os R$ 400 bilhões na próxima década.

O preço dos equívocos do passado

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Forçar a mão do Estado para a Petrobrás concentrar a exploração do pré-sal não foi só irracional, foi altamente dispendioso para país e atrasou os possíveis benefícios em mais de dez anos. Como os leilões surgem novas perspectivas para as plataformas, refinarias e estruturas portuárias abandonadas, incompletas ou desativadas pela crise da Petrobrás.

Abrir a exploração de petróleo e privatizar nunca significou abdicar do conteúdo nacional. Só loucos acreditavam que estrangeiros poderiam colocar o petróleo existente no subsolo do país nas costas e levar embora sem se submeter à legislação e ao Governo Federal, responsável pelas riquezas minerais.

A história e o futuro mostrarão o preço que os brasileiros estão pagando pelas irresponsabilidades cometidas na expansão do setor petrolífero brasileira nos últimos dez anos, quando se ignorou o mercado e as tendências da indústria energética em nome da corrupção e do populismo inconsequente.

Ao terminar esse artigo me pergunto o que foi mais danoso para o país, nesses últimos dez anos, a incompetência ou a corrupção? O caso do petróleo brasileiro pós pré-sal pode ilustrar o desastre causado pela incompetência de governos despreparados, mal assessorados e inconsequentes ao colocarem, na conta mão do mundo, apenas os recursos do Estado para impulsionar a indústria decadente dos combustíveis fósseis, acreditando ser a redenção para os problemas brasileiros.

A sinceridade de Bolsonaro

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Ficam só falando dos defeitos do deputado-presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que é preconceituoso, racista, machista e homofóbico.

É evidente que seus adversários, principalmente os concorrentes na disputa pelo cobiçado Palácio do Planalto, não vão citar as qualidades do parlamentar.

Mas ninguém, pelo menos em sã consciência, pode dizer que Bolsonaro não é uma pessoa sincera, que diz a verdade, mesmo atirando contra o próprio pé.

“Não sou a pessoa mais capacitada para presidir o Brasil, tem muita gente mais preparada do que eu, mas no Brasil hoje o pessoal está alvejado”, diz Bolsonaro.

A sinceridade de Jair Bolsonaro, admitindo seu despreparo para assumir o cargo de presidente da República, endossa a opinião de que um eventual governo bolsonariano seria um desastre.

“O pessoal está alvejado”, aí Bolsonaro se refere aos adversários enlameados pela corrupção, mais especificamente no âmbito da Operação Lava Jato e do mensalão.

Podemos então concluir que se Jair Bolsonaro não fosse pré-candidato votaria em Ciro Gomes, postulante do PDT. Sem dúvida o mais preparado e sem envolvimento com o lamaçal.

Com efeito, o polêmico e irreverente Bolsonaro, agora também o sincero Bolsonaro, já foi eleitor de Ciro na sua última disputa presidencial.

Fica aí então a sinceridade de Bolsonaro para a reflexão do eleitorado, que tem uma considerável parcela embevecida, encantada pelo defensor da volta do regime militar.

Jamais passou pela minha cabeça fazer algum elogio a Bolsonaro, mas tenho que parabenizá-lo pela sua sinceridade, admitindo sua incapacidade para assumir o comando do Brasil.

Parabéns, Bolsonaro! De um eleitor que jamais votaria em você.

O vai e vem do PT

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

O PT agora é a favor do afastamento de Aécio Neves e das medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao senador tucano.

Assombrado com a repercussão negativa popular, e também entre sua militância e simpatizantes, o PT resolveu ficar do lado da Suprema Corte.

É que o Partido dos Trabalhadores, assim que saiu a posição do STF de afastar o parlamentar do PSDB, emitiu uma dura nota, classificando a decisão de “esdrúxula”.

Questionado sobre a mudança, Humberto Costa (PT-PE), líder da minoria no Senado, disse que estava defendendo a autonomia entre os Poderes e não o ex-presidenciável.

Ora, ora, se a defesa é de caráter institucional, porque mudou, recuou, tomou outro rumo, jogando uma convicção na lata do lixo?

É bom lembrar que temos um Senado de 81 parlamentares com 32 sendo investigados pelo STF. O PT tem quatro com inquéritos já instaurados: Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, José Pimentel e Lindbergh Farias.

Gleisi é a presidente nacional da legenda. É investigada no inquérito 3979, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva no âmbito da Operação Lava Jato.

Vamos ver como vai se comportar o PT se lá na frente o STF resolver afastar os seus senadores, se o partido manterá a mesma posição.

De uma coisa eu tenho certeza: o que mais caracteriza a atuação parlamentar é o cinismo. Se a votação para afastar Aécio for secreta, o resultado vai ser amplamente favorável ao senador. Se for aberta, tchau para o mandato do mineirinho.

Outra coisa: o corporativismo parlamentar, amigo bem próximo da impunidade, não pode ser mais forte do que a Justiça e, muito menos, ousar em não cumprir uma decisão do STF.

Fernando Gomes e o PT

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Em entrevista ao conceituado blog Pimenta, Fernando Gomes tornou a dizer que só tem compromisso com o governador Rui Costa, que só vota nele (reeleição).

Do PT, mais ninguém, nem Jaques Wagner para o Senado. O alcaide sempre disse cobras e lagartos da legenda, e continua verberando.

Impressionante é o silêncio dos petistas de Itabuna diante de um Fernando declaradamente antipetista. Estão hipnotizados com o neocompanheiro.

Em relação a disputa presidencial, o alcaide deixou claro que não apoia Luiz Inácio Lula da Silva. Nas entrelinhas, que seu candidato pode ser Jair Bolsonaro.

Quando questionado sobre os mandatos de Lula, fez questão de falar dos processos na Justiça: “Quem pode responder é o povo. Está aí a situação. Vocês estão vendo na TV aí os processos”.

Pois é. Fernando Gomes é só Rui, o resto do PT que se dane, que procure sua praia. Não se sabe ainda a opinião do ex-governador Wagner sobre o posicionamento do prefeito.

Até que ponto chegou o petismo, ficando refém de um político que detesta o PT e não perde a oportunidade de dizer isso publicamente.

Aquele PT de priscas eras, como diria o saudoso e inesquecível jornalista Eduardo Anunciação, escafedeu-se, foi sucumbido pelo pragmatismo. O PT de hoje é o PT ao modo PMDB.

Temer, Maia, PT e a segunda denúncia

Imagem: Pesquisas Google Imagens

Marco Wense

Homem público, que exerce mandato eletivo, seja no Legislativo ou no Executivo, do vereador ao presidente da República, não pode ficar refém de grupos políticos.

Tem que cumprir as obrigações com independência, sem se deixar levar pelo caminho que vai terminar descaracterizando suas funções.

Não é o que vem acontecendo neste governo Temer, com um chefe de Executivo fraco, totalmente submisso a um Congresso que mais parece um balcão de negócios.

O afastamento ou não de Michel Temer da Presidência está nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.

A sorte de Temer é que Maia não é aquele Temer que era vice da então presidente Dilma Rousseff, que assoprava durante o dia e mordia à noite.

Maia conviveu de perto com toda à articulação do impeachment. A sorte de Temer é que ele não foi um bom aluno, daqueles que seguem à risca os ensinamentos do professor.

E olhe que o DEM vem tomando “facas pelas costas”, conforme o próprio Rodrigo Maia, chateado com o toma-lá-dá-cá palaciano para levar os dissidentes do PSB para o PMDB.

Outra irritação de Maia, e com toda razão, é que o presidente fica dizendo nos bastidores, em conversas reservadas com Romero Jucá e Moreira Franco, que o demista não é confiável.

Maia se comportando de maneira correta, sem fazer o que Temer fazia com Dilma, sem jogar sujo, e sendo tratado como traidor.

A paciência de Maia, que é o primeiro na linha sucessória, o que substitui o peemedebista em caso de afastamento, parece que chegou no limite.

Tem agora a grande oportunidade de dar suas “facadas”, não pelas costas, mas no peito. E o momento é na votação da segunda denúncia contra Temer no plenário da Câmara dos Deputados.

Parlamentares do chamado centrão, formado pelo PR, PP e o PSD, boa parte do PMDB e mais da metade da bancada do PSDB querem a derrubada de Temer e a posse de Maia.

Por mais estranho que possa parecer, é o PT quem mais torce pela permanência de Temer na presidência da República. É isso mesmo, o PT de Dilma Rousseff, que foi humilhada e golpeada.

É óbvio que, de público, o PT vai manter a posição de “Fora Temer”. Seria suicídio político se ficasse defendendo o “Fica Temer” abertamente.

O PT quer Michel Temer até o fim, quer o peemedebista sangrando até o último suspiro político. Sabe que se Maia assumir o comando do país, vai ter uma trégua com a população em plena efervescência das eleições de 2018.

Com efeito, o petista que mais reza para que Michel Temer continue como mandatário-mor do país é o governador Rui Costa.

O PT da Bahia anda assombrado com a possibilidade de um correligionário e amigo do prefeito ACM Neto assumir à cobiçada Presidência da República.

Concluo dizendo que se a votação da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer fosse secreta, teria a maioria dos votos dos parlamentares do PT, principalmente os da Bahia.

Pois é. O PT é, sem nenhuma dúvida, o grande aliado secreto do presidente Michel Temer. Coisas da política, do movediço e traiçoeiro mundo político.

A culpa é do Congresso

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Toda essa mixórdia envolvendo o Supremo Tribunal Federal e as duas Casas Legislativas – a Câmara dos Deputados e o Senado da República – decorre do corporativismo que toma conta do Parlamento brasileiro.

Quando desviado da sua verdadeira função, esse instrumento de proteção termina sendo aliado da impunidade, com os senhores políticos ficando acima das leis.

Ora, se o Congresso não faz sua parte, deixando os larápios do dinheiro público sem castigo, como se nada estivesse acontecendo, cabe a Justiça tomar a iniciativa.

Se depender exclusivamente do Parlamento, todos são honestos e dignos representantes do povo. O corporativismo entra em campo e a sujeira é jogada para debaixo do tapete.

Se afastar político sujo do parlamento é inconstitucional, então que se jogue o preceito de que “todos são iguais perante a lei” na lata do lixo.

Com efeito, costumo dizer que esse preceito é o preceito dos preceitos, o preceito-mor. Sem ele, nada de estado democrático de direito. Cria-se uma casta de privilegiados, duas espécies de gente.

Onde anda os Conselhos de Ética do Senado e da Câmara dos Deputados? A corrupção correndo solta, os assaltos aos cofres públicos cada vez mais escancarados, a sem-vergonhice debochando de todos, e nada de Conselhos.

O corporativismo funciona como um parente bem próximo da impunidade. Andam de mãos dadas desafiando a Justiça e as instituições.

Se fosse um Congresso Nacional sério, digno do povo brasileiro, que lavasse a roupa suja na própria lavanderia, os Conselhos de Ética estariam sobrecarregados, trabalhando de domingo a domingo.

O STF pode sim afastar do parlamento os maus exemplos, os joios.  O que é inaceitável – e inconstitucional – é proteger marginais engravatados.

Fernando em êxtase

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Fernando Gomes, prefeito de Itabuna, ex-demista, tem agora um novo ponto no seu invejável currículo: conseguiu reunir todos os ex-inimigos políticos de uma só vez.

Cinco mandatos de alcaide e quatro de deputado federal são agora itens secundários diante de um Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior e Geraldo Simões como neocompanheiros.

Se foi um sonho de Fernando Gomes, de reunir os seus desafetos em torno de si, sonho concretizado. Parabéns ao chefe do Executivo.

Essa inusitada junção traz duas imediatas consequências. A primeira, é que o médico Antônio Mangabeira, do PDT, passa a ser a verdadeira e autêntica oposição ao governo municipal.

O empenho de Geraldo Simões para ser o representante maior do oposicionismo perde consistência. Vai ser convidado para ser o padrinho do enlace da “cobra” com o “jacaré”.

Foi o próprio Geraldo Simões quem definiu a estranha aliança do governador com o prefeito como um “casamento de cobra com jacaré”.

A segunda consequência é o silêncio de Fernando diante das irregularidades do governo do seu antecessor, o evangélico Claudevane Leite, que também esteve presente na “salada de políticos”, segundo o Diário da Bahia.

Entre mortos e feridos, todos se salvaram. Mas foi, sem nenhuma dúvida, o maior espetáculo de constrangimentos da história política de Itabuna.

A declaração de Fernando Gomes de que não tem compromisso com o PT e nem com a candidatura de Jaques Wagner para o Senado não foram suficientes para provocar a ira dos petistas.

Fernando Gomes estava em êxtase. Todos o admirando e batendo palmas. O grande desafio é convencê-lo a aderir ao “Lula lá”.

O déjà vu da duplicação da Rod. Ilhéus – Itabuna

(déjà vu significa o que o indivíduo crer já ter visto, já ter vivido)

Imagem: Pesquisa Google Imagens (Blog Pimenta)

Marcos Vinícius Anjos

Já se perdeu a conta de quantos palanques a promessa de duplicação da Rodovia Ilhéus Itabuna rendeu aos políticos. Só na era do PT foram ao menos cinco: em 2006; 2008, 2010, 2012 e 2014, mais uma sequência de atos e manifestações do poder público com as supostas etapas de: licenciamento ambiental, desapropriações, indenizações e integração a um decantado projeto de desenvolvimento regional, envolvendo porto, aeroporto etc.

Mais de dez anos de governo petista na Bahia, quatorze no Governo Federal e a prometida Rodovia Ilhéus – Itabuna não saiu do papel. Quisera o destino, para desespero dos petistas, que o Governo Federal tido como golpista pelos companheiros assumisse a realização da obra.

A estrada será toda construída pelo governo baiano com recursos federais, pois, há trechos como o que fica entre as cidades de Ilhéus e Itabuna, em que a BA 415 se torna BR 415 sob a responsabilidade do DENIT.

O projeto prevê a construção de três trechos: um de 18 km e outros dois que somam 16,3 km, intercalados com a atual BR 415. Ao todo a obra, mais uma vez prometida, pretende duplicar 34,3 km.

Enquanto a ordem de serviço “extraoficial” foi assinada numa pomposa solenidade na Av. Juracy Magalhães em Itabuna, nesta segunda (09) às 10:00 horas, a ordem de serviço oficial será sendo assinada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintela, em Brasília.

A festa em Itabuna, que mais parece um déjà vu, foi grandiosa, montou-se um galpão em estrutura metálica com mais de 2000 metros de área coberta, literalmente na saída em direção à Ilhéus. O Evento travou o transito na região para a encenação da assinatura, já que a assinatura oficial acontecerá em Brasília.

Foi mais uma oportunidade para troca de afagos políticos entre o Governador Rui Costa e o mais novo e importante aliado do PT na Bahia, o prefeito Fernando Gomes, numa parceria que promete muito para as próximas eleições de Governador.

Recordar é viver, voltando a 07 de Setembro de 2014 – publicado no site oficial do Ministério dos Transportes:

Pública em 07 de Setembro de 2014 no site oficial do Ministério dos Transportes:

Trecho da BR 415 entre Itabuna e Ilhéus, na Bahia, será duplicado

Em evento na cidade de Itabuna, será lançado o edital para licitar a duplicação de trecho da BR 415, entre os dois municípios baianos. As obras vão melhorar a segurança no tráfego na rodovia.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, anunciará nesta segunda-feira (08/09) em Itabuna(BA), ao lado do governador da Bahia, Jaques Wagner, o lançamento do edital de licitação para a duplicação de um trecho da BR 415, entre Itabuna e Ilhéus. A extensão do segmento é de 18 quilômetros, de um total de 34,3 quilômetros entre as duas cidades.  Outros dois segmentos da duplicação – que somam 16,3 quilômetros –  estão em fase de projeto e deverão ser licitados no início de 2015.

Veja mais aqui..

Retornando ao tempo presente

Independente do governo estadual ou federal, o que a população do Sul da Bahia quer e espera é a duplicação da BR 415, o resto é barulho e algazarra de antecipação das campanhas eleitorais.

Também não importará nada se o ato de assinatura for fake, desde que a estrada saia de verdade do status de eterna promessa.

O desespero de Geddel:“Não sei mais o que fazer para sair daqui”

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marcos Vinícius Anjos

Há mais de 20 dias preso, parcialmente longe do noticiário da imprensa e protagonistas de crimes cuja defesa constrange o Estado e sociedade, o ex-ministro Geddel Vieira Lima está fadado a hibernar por muito tempo na cadeia.

A magnitude do seu feito, acumular ilicitamente R$ 51,5 milhões em espécie num apartamento cofre, somado ao seu histórico pregresso de escândalos e rastros de corrupção inviabilizam qualquer argumento que Geddel possa usar na sua defesa.

Os R$ 51,5 milhões entesourados no apartamento funcionam como uma espécie de confissão não declarada. Contra provas tão contundentes torna-se difícil haver argumentos minimamente aceitáveis.

Se depender da indignação nacional, Geddel ficará de molho um bom tempo vendo Sol nascer quadrado.

Com condenações líquidas e certas à vista, Geddel esta cada dia mais desesperado, passa o tempo se lamuriando, lamentando e dizendo para os seus “coligados de cela”:

“Não sei mais o que fazer para sair daqui”

Geddel Vieira Lima, direto da Papuda em 07/10/2017.  

Sem saída aparente e com a resistência de quem rouba galinhas, Geddel está a um passo de entregar até o pai já falecido. Lá pela metade do segundo mês de cadeia, repetira docilmente qualquer cantiga proposta pelos investigadores.

Nem de longe parece o Geddel das frases feitas, que costumava vomitar arrogância e prepotência no trato com os opositores e subalternos. Acuado, enjaulado e sem perspectivas transpira covardia, fraqueza, tornou-se um “bobalhão” no folclore da “Operação Lava Jato”.

O lado podre da política

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Esse imbróglio envolvendo a assinatura da ordem de serviço para a duplicação da rodovia que liga Ilhéus-Itabuna (BR-415) é a cara da política brasileira.

São todos iguais. Governistas e oposicionistas são como farinhas do mesmo saco ou, então, bananas do mesmo cacho. As exceções existem, infelizmente pouquíssimas.

A sabedoria popular costuma dizer que é assim que “a banda toca”, com a disputa pelo poder enlameando a boa política, a que visa o interesse da população.

Um lado quer que o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, assine a ordem em Brasília e não no local, já que a obra tem recursos federais.

O outro grupo, do governo Rui Costa (PT), não quer ir para o Palácio do Planalto, nem mesmo para agradecer ao presidente Michel Temer (PMDB).

Se o governador da Bahia fosse do DEM e o presidente da República do PT, a politicagem estaria acontecendo do mesmo jeito.

Como não bastasse a política com “p” minúsculo, ainda tem os que não perdem a oportunidade de fazer uma gracinha, dizendo que a duplicação vai começar no governo de Fernando Gomes e inaugurada no de Mangabeira (PDT) ”.

Esses políticos, hein! Não à toa que é a classe mais rejeitada em todas as pesquisas de opinião.

Os dissidentes de FG

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

O prefeito Fernando Gomes já disse que não tem nenhum compromisso com o PT e, muito menos, com a candidatura de Jaques Wagner ao Senado.

Fernando, que saiu do Partido do Democratas (DEM), continua sem legenda. Já foi convidado pelo PSD de Otto Alencar e o PP do vice-governador João Leão.

A declaração do alcaide não foi rebatida pelos petistas de Itabuna, que preferiram o silêncio em vez do confronto, já que o chefe do Executivo é um aliado do governador Rui Costa.

Com efeito, Fernando Gomes não perde a oportunidade de dizer, em alto e bom som, que o único do PT que vai ter seu apoio é Rui Costa (reeleição).

O pessoal de Josias Gomes, secretário estadual de Relações Institucionais, ficou surpreso com a posição do prefeito. Esperava que o nome de Josias fosse também incluído na sua agenda.

É bom lembrar que Josias trabalhou muito pela elegibilidade de Fernando. A contrapartida seria o apoio a sua candidatura à Câmara Federal. Ledo engano.

A hibernação de Geraldo Simões e a acomodação de Davidson Magalhães, respectivamente do PT e PCdoB, empurram o médico Mangabeira (PDT) para ser o representante maior da oposição ao governo municipal.

Geraldo Simões ainda tenta mostrar sua inconformidade não comparecendo nos eventos com a presença de Rui e Fernando. Aliás, sobre a inusitada aliança, o ex-prefeito a definiu como “casamento de cobra com jacaré”.

Já Davidson, até mesmo pela condição de deputado federal, se faz presente em todas as vindas de Rui a Itabuna, se mostrando até solícito com o prefeito.

Com efeito, parece que Davidson não é do mesmo partido do vereador Jairo Araújo, que faz uma oposição ferrenha ao gestor de plantão.

E quem são esses dissidentes do fernandismo? São os que vão votar em ACM Neto na sucessão do Palácio de Ondina, que não votam em candidatos do PT em hipótese nenhuma.

É evidente que os dissidentes, com medo de sofrer represálias, evitam falar sobre o assunto. É o chamado voto silencioso, que costuma derrubar previsões eleitorais e pesquisas de intenção de votos.

O saudoso jornalista Eduardo Anunciação dizia que quando o eleitor entra na cabine de votação, sente uma incontida vontade de trair.

O eleitor, segundo Anunciação, olha para um lado, olha para o outro, e vapt-vupt. Se o candidato perder por um voto, foi o voto que o “traidor” não deu.

O inesquecível Eduardo Anunciação, editor da conceituada coluna Política, Gente, Poder, no Diário Bahia, morreu geraldista, depois de muito tempo sendo amigo e fiel defensor de Fernando Gomes.

Coisas do movediço e traiçoeiro mundo da política.

A decisão do STF

Imagem: Pesquisa Google Imagens

Marco Wense

Com um placar apertado, 6 versus 5, o Supremo Tribunal Federal decidiu aplicar a Lei da Ficha Limpa a políticos condenados antes de 2010.

Entre os seis que se posicionaram a favor da aplicabilidade da Ficha Limpa, destaco aqui os votos dos ministros Luiz Fux e Edson Fachin.

“O prazo de inelegibilidade não é uma punição para o político condenado, mas uma condição de moralidade”. (Fux)

“Como a Constituição se refere à vida pregressa, isso significa que fatos anteriores ao momento da inscrição da candidatura podem ser levados em conta”. (Fachin).

Ora, o princípio da moralidade, principalmente no tocante a coisa pública, é o que deve prevalecer. É mais forte do que qualquer outro argumento.

Diria, usando uma força de expressão, que vale tudo para pegar os que assaltam os cofres públicos. Portanto, a retroatividade da lei, nesses casos, deve ser permitida.

A opinião de que a retroação acarreta insegurança jurídica é café pequeno diante da possibilidade de não punir os que roubaram o dinheiro do povo brasileiro.

Essa roubalheira é a responsável pela insegurança no sentido amplo. É ela que faz faltar escolas, aumentar o desemprego e agravar a injusta e desumana distribuição de renda.

A nossa Carta Magna elegeu o princípio da moralidade como o caminho para a superação da vergonhosa impunidade que toma conta da administração pública.

Deixar esses “homens públicos” sem punição, sob à proteção de qualquer outro pressuposto jurídico, seria, no mínimo, uma atitude desastrosa.

Chega! Chega! O eleitor-cidadão-contribuinte não aguenta mais tanta corrupção, toda essa esculhambação, essa imundice, esse lamaçal que campeia na República Federativa do Brasil.