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Singapore Airshow 2026: Comac C919 desafia o domínio da Airbus e da Boeing

Harianjogja.com, JOGJA—Singapore Airshow 2026 é um palco importante para a Commercial Aircraft Corporation of China (Comac) apresentar o C919 como um sério desafiante ao Airbus A320neo e ao Boeing 737 MAX.

Citando uma reportagem da BBC de quinta-feira (02/05/2026), a Comac aproveitou esse impulso em meio a uma crise global de entrega de aeronaves, o que significou que as companhias aéreas da Ásia-Pacífico tiveram que esperar por uma nova frota por até sete anos.

A atual crise da cadeia de abastecimento de aeronaves comerciais foi desencadeada por atrasos nos motores e nas principais peças sobressalentes, que forçaram muitas companhias aéreas a manter frotas antigas com elevado consumo de combustível. Esta condição aumenta significativamente os custos operacionais e pressiona a rentabilidade das companhias aéreas na região Ásia-Pacífico.

A Comac afirma ter entregue mais de 200 aeronaves C909 e C919 para vários países do Sudeste Asiático, incluindo Laos, Vietnã, Brunei Darussalam e Camboja. Na Indonésia, a companhia aérea TransNusa operou o ARJ21 – outro nome C909 – para rotas domésticas e internacionais.

Considera-se que este passo agressivo da Comac tem o potencial de mudar o mapa competitivo da indústria da aviação global. O Diretor Geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Willie Walsh, prevê que a Comac pode se tornar um “terceiro player” no mesmo nível da Boeing e da Airbus nos próximos 10 a 15 anos.

Da mesma forma, o Diretor Geral da Associação das Companhias Aéreas da Ásia-Pacífico (AAPA), Subhas Menon, avaliou que a presença da Comac poderia quebrar a estrutura de oligopólio na cadeia de abastecimento da aviação que tem sido dominada por fabricantes europeus e americanos.

Contudo, a jornada da Comac até o cenário global ainda enfrenta grandes desafios, especialmente no aspecto da certificação internacional. A certificação da Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) para o C919 não deverá ser alcançada antes de 2028 a 2031, enquanto a Boeing e a Airbus já obtiveram a certificação global.

Em termos de entregas, a Comac registou apenas a distribuição de cerca de 50 unidades de aeronaves na região Ásia-Pacífico, muito atrás da Boeing e da Airbus que enviaram milhares de unidades para várias partes do mundo. A rede de manutenção, reparo e revisão (MRO) da Comac também ainda é limitada, em contraste com a rede global dos dois gigantes da aviação.

Outro desafio reside na transparência da ordem e no desenvolvimento da formação piloto. A Comac afirma ter mais de 1.000 pedidos, mas os dados ainda não estão totalmente abertos ao público. Entretanto, o sistema de formação de pilotos e técnicos ainda está em fase de desenvolvimento, em contraste com os ecossistemas maduros da Boeing e da Airbus.

O total apoio do governo chinês e a oferta de preços mais competitivos são as principais vantagens da Comac para atrair o interesse das companhias aéreas. No entanto, a integração de componentes de produção ocidentais e chineses, bem como a infraestrutura de manutenção limitada, ainda é considerada uma grande barreira à sua expansão global.

Sem certificação europeia e sem maior transparência nas encomendas, espera-se que o domínio da Airbus e da Boeing permaneça nos céus do Sudeste Asiático nos próximos anos, embora a presença da Comac esteja a começar a exercer uma pressão real sobre o duopólio da indústria da aviação global.

Aspecto Comparativo Comac C919 (China) Airbus A320neo (Europa) Boeing 737 MAX (AS)
Status do mercado Recém-chegados/Desafiadores Líder de mercado Jogador principal
Força principal Preços competitivos e estoque disponível Tecnologia Eficiente e Histórico Capacidade e ampla rede
Principais Obstáculos Certificação Global e Logística Longas filas de pedidos Segurança e suposição de constituições e cadeia
Usuários regionais Companhias Aéreas Transnusa, Laos e Camboja Quase todas as companhias aéreas asiáticas Lion Air, Garuda, Singapore Air

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