A sucessão de Mojtaba Khamenei torna-se um símbolo do fracasso da estratégia EUA-Israel

Harianjogja.com, JOGJA–O plano dos Estados Unidos e de Israel para desestabilizar o regime iraniano através de uma operação militar massiva terminou em vão.
Em vez de criar um vácuo de poder após o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei, o Irão nomeou o seu filho, Mojtaba Khamenei, como o novo Líder Supremo, marcando a surpreendente resiliência política de Teerão.
Esta etapa sucessória está sob os holofotes dos analistas internacionais. Muitos consideram a nomeação de Mojtaba um “grande insulto” a Washington e Tel Aviv, tendo em conta os grandes recursos militares que foram mobilizados nos últimos dez dias.
Um tapa na cara dos Estados Unidos
Alex Vatanka, investigador sénior do Instituto do Médio Oriente, sublinhou que a operação militar, que custou uma enorme quantidade de dinheiro, não conseguiu atingir os seus objectivos. Em vez de paralisar a liderança do Irão, a estrutura de poder de Teerão provou permanecer sólida.
“É um grande insulto para os Estados Unidos levar a cabo uma operação desta magnitude, assumir riscos tão grandes e, em última análise, matar um homem de 86 anos, apenas para ser substituído pelo seu filho, que também é extremista”, disse Vatanka, citado pela Reuters.
A nomeação de Mojtaba, conhecido como um clérigo de linha dura, envia uma mensagem que Teerã não pretende suavizar, mas antes fortalecer a linha de luta de seu pai.
Custos Militares versus Eficácia da Estratégia
Desde a escalada do conflito em 28 de Fevereiro, a região do Médio Oriente foi arrastada para uma guerra aberta. Diz-se que os EUA mobilizaram dois porta-aviões e estão até a considerar enviar um terceiro porta-aviões para fortalecer a sua posição militar na região.
No entanto, esta estratégia atraiu críticas. A utilização de meios de guerra caros para confrontar drones iranianos relativamente baratos mostra a ineficiência da operação. O fracasso em atingir a meta de mudança de regime é uma grande perda, tanto diplomática como militarmente.
Medindo o futuro do Irã
Sob a liderança de Mojtaba Khamenei, prevê-se que o Irão mantenha uma política externa agressiva. A estratégia de pressão máxima dos EUA e dos seus aliados fortalece, na verdade, a legitimidade das facções internas de linha dura.
As tensões no Médio Oriente não são agora apenas uma questão de luta militar, mas também um reflexo do fracasso dos cálculos estratégicos internacionais na avaliação da resiliência da estrutura política de um país sob pressão.
Confira outras notícias e artigos em Google Notícias




