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Como os chefões das prisões filipinas comandavam as redes criminosas do Japão e da Coreia do Sul

Acontece que a cela da prisão não é obstáculo à gestão de um império criminoso. Tudo que você precisa é de um smartphone, um aplicativo de mensagens criptografadas e um sistema de correções sobrecarregado, mesmo que esteja a milhares de quilômetros de distância.

Essa foi a conclusão que os responsáveis ​​pela aplicação da lei em Coréia do Sul e Japão alcançado após rastrear uma série de negócios de drogas, invasões de domicílios e roubos descarados a presidiários que já cumpriam pena em as Filipinas.
Os casos expuseram um novo capítulo sombriamente inventivo na Sudeste AsiáticoA preocupante ascensão do país como fonte de cibercriminalidade global – uma situação em que o encarceramento, para o criminoso engenhoso, tornou-se pouco mais do que um pequeno inconveniente administrativo.

Envolveram alguns dos criminosos mais notórios da Ásia: desde um assassino sul-coreano que inspirou ficção de acção corajosa até um sindicato sem rosto ligado a mais de uma dúzia de roubos e homicídios japoneses.

Armado com aplicativos de mensagens criptografadas como Telegrama e contas anónimas nas redes sociais, este novo tipo de criminoso conhecedor da tecnologia conseguiu arrecadar milhões de dólares americanos com uma série de empresas ilegais em constante evolução, mesmo enquanto estava atrás das grades.
Um oficial de segurança observa presidiários recém-libertados saindo da prisão de New Bilibid na cidade de Muntinlupa, região metropolitana de Manila, Filipinas, em 28 de fevereiro de 2025. Foto: EPA-EFE

‘Bolsa de Valores’ de Drogas

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