Opinião | Hong Kong é a melhor âncora para empresas chinesas que procuram águas globais

No ano passado, o investimento directo externo da China aumentou 7%, para 174 mil milhões de dólares, enquanto as fusões e aquisições no estrangeiro recuperaram para mais de 43 mil milhões de dólares, um aumento de quase 40%, segundo dados da EY. É evidente que o apetite da China pela celebração de acordos globais regressou.
Mas a abordagem mudou. Há uma década, o investimento no exterior era em grande parte orientado por activos, moldado por restrições regulamentares relativamente leves e por uma supervisão limitada. A mentalidade predominante era simples: entrar no mercado a todo custo e resolver os problemas depois.
Há muito considerada um limiar entre o Oriente e o Ocidente, Hong Kong está a tornar-se uma porta de entrada cada vez mais importante para o sucesso global, uma vez que a cidade pode eliminar quatro grandes barreiras num só movimento.
Em segundo lugar, o problema da credibilidade. Quando se trata de mercados importantes, Hong Kong confere credibilidade. A Europa, o Médio Oriente e o Sudeste Asiático vêem Hong Kong como uma jurisdição mais “legível”, que adere aos padrões internacionais de contabilidade e governação corporativa, permitindo relatórios financeiros claros e comparáveis.



