Ahok torna-se testemunha no julgamento de corrupção da Pertamina LNG

Harianjogja.com, JACARTA—O julgamento do suposto caso de corrupção da Pertamina LNG foi retomado no Tribunal de Corrupção do Tribunal Distrital Central de Jacarta, na segunda-feira, com Basuki Tjahaja Purnama ou Ahok presentes como testemunhas. O Presidente Comissário da PT Pertamina (Persero) para o período 2019-2024 forneceu informações sobre o caso de aquisição de gás natural liquefeito (GNL) que envolveu vários funcionários da Pertamina.
Por volta das 10h00 WIB, Ahok chegou ao Tribunal Distrital Central de Jacarta vestindo um batik branco de mangas compridas com um padrão preto e foi direto para a sala do tribunal Wirjono Projodikoro 2 para aguardar o início da agenda de exames. Sua presença atraiu a atenção da equipe de mídia que aguardava desde a manhã.
“Espere, durante o julgamento serão feitas perguntas”, disse Ahok.
O alegado caso de corrupção da Pertamina LNG está relacionado com a aquisição de GNL Corpus Christi Liquefaction LLC (CCL) no período 2011–2021. Este caso envolveu o Diretor de Gás da Pertamina para o período 2012–2014, Hari Karyuliarto, como réu.
Além de Hari, o vice-presidente de Planejamento Estratégico de Desenvolvimento de Negócios da Diretoria de Gás Pertamina para o período 2012–2013, Yenni Andayani, também ocupou a cadeira de réu no mesmo caso.
Na acusação, os dois arguidos são suspeitos de causarem perdas financeiras ao Estado no valor de 113,84 milhões de dólares norte-americanos ou o equivalente a 1,77 biliões de IDR. Diz-se que este valor veio de atos ilegais que enriqueceram a Diretora Principal da Pertamina no período 2009-2014, Galaila Karen Kardinah, também conhecida como Karen Agustiawan, no valor de IDR 1,09 bilhão e 104.016 dólares americanos, e enriqueceram a CCL em 113,84 milhões de dólares americanos.
O promotor argumentou que Hari não desenvolveu diretrizes para o processo de aquisição de GNL de fontes internacionais e continuou a adquirir GNL da Cheniere Energy Inc. Esta ação é considerada como não atendendo aos princípios de governança adequada.
Entretanto, Yenni alegadamente sugeriu que Hari assinasse a Ata da Reunião de Diretores Circulares relativa à decisão de assinar o contrato de compra e venda do Trem 1 e Trem 2 de GNL da CCL sem o apoio de um estudo econômico, análise de risco e mitigação no processo de aquisição de GNL da CCL. A assinatura também teria sido realizada sem quaisquer compradores da CCL LNG que estivessem vinculados ao acordo.
Por estas acções, os dois arguidos foram acusados do artigo 2.º, n.º 1, ou do artigo 3.º da Lei n.º 31 de 1999, relativa à erradicação dos crimes de corrupção, conforme alterada e complementada pela Lei n.º 20 de 2001, em conjugação com o artigo 55.º, n.º 1, 1 jo. Artigo 64, parágrafo (1), do Código Penal, no alegado caso de corrupção da Pertamina LNG, que ainda está em curso no Tribunal Central de Corrupção de Jacarta.
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Fonte: Entre




