Centro de Saúde Comunitário Kasihan II Bantul combina serviços médicos e tradicionais

Harianjogja.com, BANTUL—Em um canto da sala de atendimento do Centro Comunitário de Saúde Kasihan II Bantul, finas agulhas de acupuntura fazem parte de uma nova iniciativa para serviços de saúde pública. A medicina tradicional, que há muito é sinónimo de prática transmitida de geração em geração, hoje coexiste com a medicina moderna, apresentando terapias alternativas aos residentes.
Naquela manhã, Sumiyati, 65 anos, moradora de Tirtonirmolo, estava sentada esperando sua vez. Suas costas costumam doer devido a um nervo comprimido que ele sente há vários anos. Seu número de fila foi chamado, ele caminhou lentamente em direção à sala de ação. Ele passou por cerca de 30 minutos de terapia de acupuntura, rotina que vem seguindo há um mês, além de tratamento médico no hospital.
“Sinto dores na coluna há muito tempo, há vários anos”, disse ele
Os esforços para curar não são apenas um caminho. De neurologistas à terapia com acupuntura, eles tentaram de tudo. Uma vez por semana ele vem, conforme agendamento do médico. Os custos são suportados pelo BPJS.
“Graças a Deus, também fui ao neurologista e acrescentei acupuntura para diminuir um pouco a dor”, disse ele.
Património Integrado
O que Sumiyati faz não é mais um serviço marginal. Desde 2019, o Centro Comunitário de Saúde Kasihan II Bantul desenvolveu oficialmente a medicina tradicional como complemento da medicina convencional. Em meio a uma cultura comunitária ainda apegada à fitoterapia e às ervas, a resposta dos moradores é considerada positiva.
O chefe interino do Centro Comunitário de Saúde Kasihan II, Triatmi Dyah Wahyuning, explicou que os serviços disponíveis incluem acupuntura, acupressão, massagem de acupressão para bebês e crianças pequenas, bem como medicamentos fitoterápicos padronizados. Além disso, os puskesmas desenvolvem quadros de cuidados independentes e auxiliam os prestadores de serviços tradicionais na comunidade.
“Essa medicina tradicional é bastante aceita pela comunidade. Nossos moradores ainda conhecem as ervas e a fitoterapia, então a aceitação é boa”, afirmou.
Toda terapia ainda começa com um diagnóstico médico. A partir daí é decidido se o paciente será submetido à terapia convencional, tradicional ou a uma combinação de ambas. Esta abordagem mantém o aspecto científico, respeitando a sabedoria local.
Cerca de 20 tipos de casos podem ser tratados com acupuntura e acupressão, desde dores lombares, enxaquecas, distúrbios digestivos, insônia até osteoartrite. Casos neurológicos como paralisia de Bell e síndrome do túnel do carpo também estão incluídos no serviço. Para ervas, cápsulas padronizadas estão disponíveis para hemorróidas, distúrbios do trato urinário, colesterol, obesidade e imunomoduladores.
“Para certas doenças como diabetes, não oferecemos tratamento à base de ervas”, disse Dyah.
Desafios e Esperança
Por trás deste serviço, há pessoal limitado. Atualmente apenas um médico tem competência em acupuntura. Por dia, são atendidos cerca de 8 a 10 pacientes, cada um por aproximadamente 30 minutos. Um sistema de agendamento é implementado para garantir que a fila permaneça ordenada.
Mas o desenvolvimento não para na sala de prática. Através do posyandu, os oficiais introduzem técnicas simples de acupressão para que as famílias possam praticá-las de forma independente em casa.
“Esperamos que esta tradição de cura cresça também no ambiente familiar”, explicou Dyah.
No futuro, os grupos de cuidados independentes na comunidade serão incentivados a produzir preparações à base de plantas que sejam seguras e benéficas. A partir deste ponto, a medicina tradicional não é apenas terapia. Tornou-se uma ponte entre a saúde, a independência e o potencial económico do povo de Bantul.
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