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China realiza voo de teste de um conjunto de bobinas gigantes. Ele pode detectar submarinos nucleares?

Em um local de teste não revelado, um helicóptero decola, rebocando uma série de enormes bobinas semelhantes a uma pipa.

O sistema, chamado de detecção Airborne Transient Electromagnetic (Atem), funciona disparando um poderoso pulso de eletricidade através de uma bobina transmissora gigante. Isso cria um breve, forte campo eletromagnético que penetra no solo ou na água.

Quando o pulso é desligado, o campo magnético induz “correntes parasitas” minúsculas e decadentes em qualquer material condutor que atinge. Essas correntes, por sua vez, criam seu próprio campo magnético secundário, que é captado por uma bobina receptora.

Ao analisar a força e a taxa de decaimento deste sinal secundário, os cientistas podem determinar não apenas que algo está ali, mas o que pode ser e quão profundo é.

Os resultados deste teste de voo inovador foram revelados num artigo publicado na revista chinesa Acta Aeronautica et Astronautica Sinica em 25 de abril.

Liderado pelo professor associado Fu Jingcheng da Universidade Beihang e pelo Instituto de Geologia e Geofísica da Academia Chinesa de Ciências, o estudo resolve um formidável quebra-cabeça de engenharia: como manter um sistema aerotransportado complexo e com múltiplas bobinas perfeitamente estável durante o voo para pesquisas geofísicas.

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