Comida picante desencadeia reações corporais, aqui está a explicação científica

Harianjogja.com, JOGJA—Alimentos picantes podem desencadear diversas reações no corpo que vão desde sensação de calor, aumento de energia até alterações na digestão. Especialistas em saúde explicam os efeitos da capsaicina nas pimentas que afetam o sistema nervoso e o metabolismo humano.
A sensação de calor ao consumir alimentos picantes não é apenas um gosto na língua, mas sim a resposta biológica do corpo aos compostos ativos das pimentas. Alimentos picantes contêm capsaicina, uma molécula que interage com receptores de calor e dor para produzir vários efeitos fisiológicos.
Conforme citado em Saúde, segunda-feira (23/02/2026), a capsaicina atua ativando o receptor TRPV1 (receptor transitório de potencial vanilóide 1), que então desencadeia uma resposta do sistema nervoso simpático. Esta ativação cria o corpo aumenta a produção de calor e gasto energético. Essa condição explica por que algumas pessoas suam ou sentem calor depois de comer alimentos picantes.
Efeitos dos alimentos picantes no metabolismo
Vários estudos mostram que a capsaicina tem potencial para ajudar a reduzir o peso corporal e a circunferência da cintura, aumentando a termogênese ou a queima de energia. No entanto, o efeito é relativamente pequeno porque os alimentos integrais não contêm tanta capsaicina como os suplementos, e a absorção da capsaicina dos alimentos na corrente sanguínea humana não é muito eficaz.
Efeitos no sistema digestivo
Diz-se também que a capsaicina reduz a produção de ácido estomacal enquanto aumenta a secreção alcalina, o que ajuda a neutralizar o ácido. Além disso, esta substância tem potencial para aumentar o fluxo sanguíneo para o revestimento digestivo. No entanto, as evidências científicas em humanos ainda não confirmam se o consumo de pimenta pode realmente proteger o revestimento do estômago ou alterar significativamente os níveis de ácido.
Os especialistas enfatizam que o consumo de fibras continua sendo a principal estratégia para manter a saúde digestiva, em comparação com a dependência exclusiva de alimentos picantes.
O corpo pode se adaptar ao picante
Comer alimentos picantes regularmente não prejudica o paladar. Por outro lado, os receptores TRPV1 se tornarão menos sensíveis à capsaicina, aumentando a tolerância aos sabores picantes. Esta condição permite que uma pessoa desfrute do mesmo nível de tempero sem se sentir tão queimada como antes.
Riscos para certas condições
Em quantidades razoáveis, os alimentos picantes são geralmente seguros para consumo e raramente causam distúrbios digestivos graves. No entanto, consumir pimentas pode aumentar o risco de sensação de queimação no peito (azia), bem como sensação de queimação ou desconforto em pessoas que sofrem de gastrite e doença de refluxo ácido (DRGE).
Mitos e fatos sobre alimentos picantes
Uma série de suposições sobre comida picante ainda circulam na sociedade. A capsaicina pode de fato queimar calorias através do processo de termogênese, mas o efeito é tão pequeno que não causa perda drástica de peso. Consumir quantidades razoáveis de pimenta também não causa danos permanentes ao trato digestivo nem causa úlceras gástricas, embora possa provocar irritação em pessoas com distúrbios gástricos.
Além disso, as alegações de que alimentos picantes podem desintoxicar o corpo ou prevenir o câncer não foram clinicamente comprovadas em humanos. Os efeitos antioxidantes e anticancerígenos da capsaicina só foram descobertos até agora em estudos laboratoriais e em animais.
Informações sobre os efeitos dos alimentos picantes no organismo são importantes para que as pessoas possam compreender os benefícios e riscos de forma equilibrada de acordo com suas respectivas condições de saúde.
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Fonte: Saúde




