Discurso sobre limite de idade nas redes sociais desencadeia novas preocupações, dizem especialistas

Harianjogja.com, BANTUL— O plano para limitar o uso das redes sociais por crianças menores de 16 anos atraiu o escrutínio dos círculos acadêmicos. Especialistas em psicologia da Universidade Yogyakarta Muhammadiyah avaliam que esta política tem o potencial de causar novos problemas se não for preparada cuidadosamente.
Esta afirmação foi transmitida por M. Arif Rizqi quando se reuniu no Campus Integrado da UMY, em Bantul. Ele enfatizou a importância da clareza com base na política, começando pelas razões até o objetivo principal das restrições.
“Precisamos primeiro compreender o pano de fundo desta política, se ela é realmente baseada em impactos negativos ou simplesmente uma resposta a determinadas situações”, disse.
De acordo com Arif, as políticas dirigidas às crianças devem basear-se nas necessidades de desenvolvimento psicológico e não apenas numa reacção às tendências digitais em rápido desenvolvimento.
Ele explicou que o uso das redes sociais ou dos jogos online nem sempre tem um impacto negativo. O principal fator determinante está na capacidade de autocontrole de cada indivíduo.
Na fase etária inferior a 16 anos, as crianças tendem a ser emocionalmente instáveis. No entanto, Arif acredita que esta condição não pode ser generalizada porque algumas crianças já possuem uma boa literacia digital.
“Nem todas as crianças sofrem de dependência. Algumas são capazes de administrar o uso de dispositivos com sabedoria”, disse ele.
Arif lembrou que políticas demasiado rígidas sem uma abordagem educativa correm o risco de não chegar à raiz do problema. Ele acredita que as restrições por si só não são suficientes sem uma assistência consistente.
Outro risco que precisa de ser antecipado é o surgimento de frustração nas crianças se o acesso digital for limitado sem proporcionar atividades alternativas positivas. Na verdade, essa condição pode desencadear impactos psicológicos indesejados.
Ele enfatizou o papel dos pais como a principal chave no monitoramento do uso das mídias sociais. A abordagem adoptada não deve ser autoritária, mas sim através de uma comunicação aberta e de um acordo mútuo.
“Os pais podem estabelecer regras com os seus filhos, não monitorá-los como se fossem CCTV o tempo todo”, sublinhou.
Além disso, Arif incentivou a formulação de políticas para envolver várias partes, desde psicólogos, académicos, até crianças como tema principal. Uma abordagem colaborativa é considerada importante para que os regulamentos resultantes sejam mais realistas e fáceis de implementar.
Segundo ele, políticas elaboradas com múltiplas perspectivas poderão responder melhor aos desafios da era digital sem sobrecarregar as famílias.
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