Local

Estratégia de Eficiência, Pacto da Indústria Automotiva Europeia prevê demissões em massa

Harianjogja.com, JACARTA — A forte pressão sobre o setor automóvel do Continente Azul desencadeou uma onda de despedimentos em massa por parte de vários fabricantes de automóveis conhecidos. Este fenómeno é um forte sinal da difícil posição das empresas transformadoras face às mudanças nas tendências do mercado global e aos elevados custos da transição dos veículos eléctricos (VE).

A gigante automóvel alemã, Volkswagen, está no centro das atenções depois de revelar um enorme plano de reestruturação no seu relatório anual. A empresa projeta uma redução de cerca de 50 mil postos de trabalho na Alemanha que será realizada de forma gradual até 2030.

“A escala desta política é realmente enorme”, explicou o especialista da indústria automotiva da Universidade de Birmingham, David Bailey, ao prestar declaração à Xinhua, terça-feira (3/10/2026). Bailey vê as medidas drásticas da Volkswagen como uma manifestação da situação de “tempestade perfeita” que rodeia agora a estabilidade industrial em toda a Europa.

Condições semelhantes espalharam-se pelo Reino Unido, onde o fabricante de automóveis de luxo Aston Martin anunciou que vai cortar 20% da sua força de trabalho devido às crescentes perdas financeiras. Para não ficar para trás, a Jaguar Land Rover também tomou medidas semelhantes, simplificando centenas de cargos de gestão através de um programa de demissão voluntária dos seus funcionários.

O enfraquecimento da absorção do mercado externo também piora a situação porque prejudica a taxa de exportação das empresas que dependem das vendas internacionais. Esta condição é cada vez mais complicada pela presença de intensa concorrência de fabricantes da China que são agora muito dominantes e competitivos em termos de tecnologia e custos unitários de produção de VE.

Sem falar nos obstáculos em termos de tensões comerciais globais, como a implementação de tarifas pelos Estados Unidos (EUA), que tornam o acesso ao mercado para os produtos europeus cada vez mais limitado. Do lado interno, as empresas são forçadas a alocar investimentos gigantescos para construir novos ecossistemas de produção, desde plataformas eléctricas, desenvolvimento de baterias, até sistemas digitais.

Mudanças fundamentais na forma como os carros eléctricos são fabricados também contribuíram para a redução da necessidade de recursos humanos nas fábricas. “As unidades de veículos eléctricos têm muito menos componentes móveis, pelo que naturalmente requerem menos mão-de-obra no processo de fabrico e na cadeia de abastecimento”, sublinhou Bailey.

Embora tenha sido atingido pela reestruturação, este sector continua a ser a espinha dorsal da economia regional, absorvendo cerca de 14 milhões de trabalhadores em diversas áreas. No futuro, os produtores deverão ser mais ágeis no ajuste das estruturas de despesas e na aceleração da inovação tecnológica, para não ficarem para trás na concorrência do mercado global, cada vez mais dinâmico e cheio de desafios.

Confira outras notícias e artigos em Google Notícias

Fonte: Entre

Source

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo