Ex-chefe vende ferramentas de hacking para a Rússia, ameaçado de 9 anos

Harianjogja.com, JOGJA– Um ex-chefe de uma empresa de segurança cibernética nos Estados Unidos, Peter Williams (39), pode pegar até nove anos de prisão depois de ser comprovado que vendeu oito ferramentas sofisticadas de hacking a um corretor russo e recebeu pagamentos em criptografia no valor de mais de US$ 1,3 milhão ou cerca de Rp. 21,9 bilhões durante 2022–2025.
Este caso é considerado grave porque a tecnologia tem potencial para ser usada para ataques de ransomware e vigilância ilegal de milhões de dispositivos em todo o mundo, inclusive nos EUA.
Peter Williams é um ex-alto funcionário da Trenchant, uma divisão da empresa de defesa dos EUA L3Harris. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que as ferramentas vendidas eram ativos tecnológicos internos retirados da própria empresa.
Os promotores disseram que as oito ferramentas de hacking e vigilância eram capazes de fornecer acesso não autorizado a milhões de computadores e realizar exploração digital em larga escala. A tecnologia supostamente caiu nas mãos de clientes na Rússia e foi usada em atividades globais de crimes cibernéticos.
Por suas ações, os promotores acusaram Williams de uma sentença de nove anos de prisão mais três anos de liberdade condicional. Ele também é obrigado a pagar uma indenização de US$ 35 milhões ou cerca de Rp. 589,5 bilhões, e enfrenta uma multa adicional potencial de até US$ 250 mil ou cerca de Rp. 4,2 bilhões.
No memorando do tribunal, foi afirmado que Williams, que é cidadão australiano, poderia ser potencialmente deportado para o seu país depois de cumprir a pena nos EUA.
“Percebi que me permiti negligenciar minhas obrigações e treinamento e deixei de buscar ajuda ou orientação quando sabia que estava indo na direção errada”, disse Williams, citado pelo Tech Crunch, sexta-feira (13/02/2026).
Por outro lado, o advogado de Williams, John P. Rowley, afirmou que a ferramenta de hacking não foi classificada como documento confidencial. Ele também disse que seu cliente não tinha certeza se essa tecnologia seria usada pelo governo russo ou por outras entidades estatais.
Rowley enfatizou que Williams não tinha intenção de prejudicar os Estados Unidos ou a Austrália, embora agora perceba as graves consequências de suas ações.
A investigação também revelou o envolvimento de um corretor russo denominado Operação Zero como principal comprador. Este grupo é conhecido por oferecer preços elevados para a exploração de dispositivos Android e iPhone, chegando mesmo a atingir 20 milhões de dólares ou cerca de Rp. 336,8 bilhões.
Diz-se que a Operação Zero vende a tecnologia apenas ao governo russo e a organizações locais, embora tenha se recusado a fornecer comentários oficiais sobre o caso de Williams.
Este caso está no centro das atenções porque mostra como a tecnologia cibernética de alto valor pode passar para partes estrangeiras através de transações criptográficas transfronteiriças, representando riscos globais de segurança digital.
Confira outras notícias e artigos em Google Notícias




