Facilitando bombardeiros dos EUA, base britânica torna-se alvo do Irã

Harianjogja.com, LONDRES— O governo iraniano abriu a possibilidade de tornar uma base militar britânica num alvo legítimo de ataque, na sequência de alegações de envolvimento da instalação em operações militares dos Estados Unidos no Médio Oriente.
A afirmação foi feita pelo embaixador iraniano em Londres, Seyed Ali Mousavi, que sublinhou que esta opção estava a ser considerada como parte das medidas de defesa do seu país.
“Este é um problema muito importante que estamos considerando. Este é um problema muito importante para nos defendermos”, disse Mousavi ao jornal TemposTerça-feira.
Segundo ele, a decisão da Grã-Bretanha de permitir que bombardeiros dos Estados Unidos decolem da Base Aérea de Fairford tem o potencial de mudar significativamente a situação. A base é conhecida por ser a única instalação na Europa utilizada para operações de bombardeiros estratégicos dos EUA.
“A parte militar do nosso sistema decidirá em conformidade. Depende das suas atividades. Depende da decisão do Reino Unido sobre este assunto. Cada opção deve ser considerada. Somos muito cuidadosos e minuciosos na nossa defesa”, acrescentou.
Por outro lado, Mousavi saudou a posição inicial do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de não estar diretamente envolvido na operação militar que chamou de “ato criminoso da América e do regime israelense”.
Esta situação desenvolveu-se no meio da escalada do conflito no Médio Oriente, na sequência da operação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel em 28 de Fevereiro. O ataque desencadeou uma forte resposta do Irão, que lançou então ataques retaliatórios ao território israelita, bem como a alvos militares dos EUA na região.
Este incidente também teve um grande impacto no Irão. No primeiro dia de operações militares, o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, teria sido morto. Além disso, o ataque atingiu também uma escola para meninas no sul do Irão.
O governo iraniano estima que o número de mortos na série de ataques ultrapassou 1.300 pessoas, sublinhando as tensões crescentes e o potencial de o conflito se espalhar por toda a região.
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Fonte: Entre




