Índia retorna à Rússia em busca de energia e impacto nas pessoas

Harianjogja.com, JOGJA—A Índia está alegadamente a começar a retomar a cooperação energética com a Rússia em resposta às crescentes tensões no Médio Oriente. Este passo foi dado após a escalada do conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, que perturbou os canais globais de distribuição de energia.
Esta decisão marca uma mudança na direção política de Nova Deli, depois de anteriormente ter cortado as importações de petróleo russo em janeiro de 2026 para aliviar a pressão comercial do presidente dos EUA, Donald Trump.
Duas fontes obtidas pela Reuters disseram que a Índia e a Rússia concordaram em se preparar para retomar as vendas diretas de gás natural liquefeito (GNL) pela primeira vez desde a guerra na Ucrânia.
Este acordo foi discutido numa reunião entre o vice-ministro da Energia da Rússia, Pavel Sorokin, e o ministro do Petróleo da Índia, Hardeep Singh Puri, em Nova Deli.
Além do GNL, os dois países também concordaram em aumentar o fornecimento de petróleo bruto russo à Índia para atingir potencialmente 40% do total das importações num futuro próximo.
A medida corre o risco de violar as sanções ocidentais contra a Rússia, mas espera-se que as negociações sejam concluídas nas próximas semanas.
No ano passado, a Índia pagou quase 44 mil milhões de dólares para comprar petróleo russo, tornando-o num dos principais pilares da economia de Moscovo durante a guerra.
Impacto direto na sociedade
A crise energética resultante do conflito no Médio Oriente começa a ser sentida directamente pelo povo indiano. As perturbações no Estreito de Ormuz – uma rota vital de energia – provocaram longas filas em postos de gasolina e escassez de gás de cozinha em algumas áreas.
Esta situação mostra que a turbulência geopolítica não só tem impacto na política estatal, mas também afecta directamente as necessidades diárias dos cidadãos.
O antigo embaixador indiano na Rússia, Ajai Malhotra, considerou esta política um passo realista para salvaguardar os interesses nacionais.
“A Índia escolheu o caminho que melhor se adequava aos seus interesses nacionais”, disse ele.
Ele também enfatizou que a Índia não deveria hesitar em enfrentar a pressão de Washington em relação a possíveis sanções.
Um documento governamental citado pela Reuters afirmava que a redução anterior nas importações de petróleo russo na verdade piorou a posição da Índia quando a crise ocorreu.
Se as perturbações na oferta persistirem, a Índia corre o risco de enfrentar uma inflação elevada, uma moeda enfraquecida e uma dívida externa crescente.
Por outro lado, a Rússia aproveita esta situação para reforçar a cooperação estratégica com a Índia. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que as relações entre os dois países estão agora cada vez mais sólidas.
“96% do comércio entre os dois países é agora feito em rúpias e rublos”, disse ele.
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