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Lista de navios que ainda podem passar pelo Estreito de Ormuz, no Irã

Harianjogja.com, JACARTA—Restrições à navegação no Estreito de Ormuz, Irã bloqueando milhares de navios, mas o Irão continua a abrir acesso limitado a uma série de países considerados não envolvidos no conflito.

Desde a escalada militar de 28 de Fevereiro de 2026, cerca de 1.900 navios comerciais ficaram presos na região do Golfo Pérsico porque a principal rota de distribuição de energia do mundo enfrentou sérios obstáculos.

Esta condição foi desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que danificaram instalações públicas, ceifaram milhares de vidas e mataram o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei.

Em resposta, o Irão atacou instalações militares dos EUA no Médio Oriente e restringiu a passagem no Estreito de Ormuz, o que teve impacto nas exportações de petróleo e gás e desencadeou um aumento nos preços globais dos combustíveis.

No meio destas restrições, o Irão apenas permite a passagem de navios de determinados países, desde que não estejam envolvidos ou apoiem a agressão contra o Irão.

A seguir está uma lista de países onde os navios ainda podem passar:

  • Rússia, China, Índia, Paquistão, Iraque
    O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse que estes países estavam entre os que foram autorizados a passar.

A declaração foi transmitida através do canal de televisão Al Mayadeen e citada pela agência de notícias russa Sputnik/RIA Novosti em 26 de março de 2026.

“Permitimos que navios da China, Rússia, Índia, Paquistão e Iraque, bem como de outros países que consideramos amigos, passassem pelo Estreito de Ormuz”, disse ele.

Ele enfatizou que o Irã não tem motivos para permitir navios de países que considera inimigos.

  • Malásia
    O primeiro-ministro Anwar Ibrahim afirmou que os petroleiros do seu país foram autorizados a passar.

Esta informação foi divulgada pela Agência de Notícias Anadolu em 27 de março de 2026 e citada pela agência de notícias malaia Bernama.

“Agora estamos no processo de libertar o petroleiro malaio e os trabalhadores envolvidos para que possam continuar a viagem para casa”, disse Anwar.

Acrescentou ainda que o processo não foi fácil porque a situação política ainda era tensa.

  • Tailândia
    Com base num relatório Bernama de 24 de março, a Tailândia obteve permissão após coordenação bilateral com o Irão.

O ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, disse que um navio pertencente à Corporação Bangchak cruzou com sucesso o Estreito de Ormuz em 23 de março e agora estava voltando para casa.

Entretanto, as licenças para outros navios pertencentes à SCG Chemicals ainda estão em processo.

  • Bangladesh
    Um relatório da Anadolu de 26 de março dizia que os petroleiros com destino a Bangladesh ainda seriam autorizados a passar.

Funcionários do Ministério das Relações Exteriores disseram que os navios de Bangladesh não estão sujeitos a restrições, embora não tenha havido nenhuma comunicação oficial mencionando especificamente tais autorizações.

  • Indonésia
    O governo indonésio recebeu uma resposta positiva do Irão em relação aos dois petroleiros Pertamina presos.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, Vahd Nabyl A. Mulachela, disse que a coordenação continuava com a Embaixada da Indonésia em Teerão.

“No seu desenvolvimento, houve uma resposta positiva do lado iraniano”, disse ele.

Porém, o horário exato da partida dos dois navios ainda aguarda o processo técnico e operacional.

  • Japão
    O Irão também abre oportunidades para o Japão.

Abbas Araghchi, em entrevista à Kyodo News em 20 de março, afirmou que Teerã estava pronto para facilitar a viagem dos navios japoneses desde que houvesse coordenação.

“Não fechamos o estreito. O estreito está aberto”, disse ele.

Sublinhou que as restrições só se aplicam aos países envolvidos em ataques ao Irão.

Esta situação mostra que o Estreito de Ormuz ainda funciona de forma limitada, mas as restrições selectivas mantêm as vias energéticas globais sob alta pressão.

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Fonte: Entre

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