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Nova maneira de combater a tuberculose impulsionada por Jogja, a detecção precoce é fundamental

Harianjogja.com, SLEMAN— Os esforços de controlo da tuberculose na Indonésia continuam a ser reforçados através de novas abordagens que enfatizam a detecção precoce, o tratamento completo e a prevenção abrangente. Esta estratégia é considerada crucial para atingir a meta de eliminação da TB até 2030, num contexto ainda elevado de casos na comunidade.

A professora FK-KMK da Universidade Gadjah Mada e diretora do Zero TB Jogjakarta, Rina Triasih, disse que a abordagem “pesquisar, tratar e prevenir” era a principal chave para suprimir a propagação desta doença infecciosa.

Segundo Rina, o recente aumento no número de casos de TB nem sempre reflete o agravamento do quadro. Pelo contrário, isto pode ser uma indicação de que os esforços de detecção de casos estão a tornar-se mais eficazes, especialmente para pacientes que anteriormente não eram detectados.

Ele explicou que os sintomas da TB não aparecem imediatamente após alguém ser exposto à bactéria. Em muitos casos, novos sintomas desenvolvem-se dentro de 4 a 12 semanas, pelo que existe o risco de ser tratado demasiado tarde e aumentar o potencial de transmissão.

“Esta condição permite então que os casos não sejam detectados precocemente. Aumentando assim o risco de atrasos no tratamento e transmissão na comunidade”, disse ele.

Rina também enfatizou que o nível de perigo da TB é comparável ao da COVID-19. No entanto, como a TB se desenvolve lentamente, esta doença é frequentemente considerada menos perigosa pela sociedade.

Além dos factores médicos, outro desafio no controlo da TB é o estigma social. Não são poucas as pessoas que relutam em fazer exames porque estão preocupadas com o diagnóstico de TB ou mesmo com medo de perder o emprego.

“Na verdade, o diagnóstico tardio aumenta o risco de transmissão e piora o estado do paciente”, frisou.

Para superar este problema, Rina incentiva a implementação de uma abordagem abrangente através da estratégia “buscar, tratar e prevenir”. Esta abordagem inclui detecção ativa de casos (ACF), tratamento adequado e completo e terapia preventiva para grupos de risco.

Enfatizou que este esforço não pode depender apenas do sector da saúde. O envolvimento intersectorial, desde o governo, sector privado, até à comunidade, é um factor importante para que o controlo da TB funcione de forma óptima.

Rina também apreciou as inovações levadas a cabo pelo Ministério da Saúde da República da Indonésia, uma das quais foi através da utilização de raios X portáteis para chegar a casos que antes eram difíceis de detectar.

Além disso, o plano de desenvolvimento de serviços integrados de rastreio através do conceito One Stop Service (OSS) também é considerado capaz de acelerar o processo de detecção e tratamento da TB na comunidade.

Ao final do depoimento, Rina lembrou ao público que não ignore sintomas como a tosse que dura mais de duas semanas. Ele também enfatizou que a tuberculose pode ser curada e não é uma doença hereditária.

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