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O professor Budi Guntoro enfatizou que as obrigações halal não desaparecem após a TARV

Harianjogja.com, JACARTA-A assinatura do Acordo sobre Comércio Recíproco (ART) entre a Indonésia e os Estados Unidos em Fevereiro de 2026 gerou debate público. A principal questão que se coloca é a possibilidade de produtos importados entrarem na Indonésia sem certificação halal.

Respondendo a esta polêmica, o Reitor da Faculdade de Zootecnia da Universidade Gadjah Mada, Prof. Budi Guntoro, enfatizou que esta questão é mais complexa do que apenas eliminar as obrigações halal.

“O que está em jogo não é apenas o rótulo, mas a justiça da concorrência para as MPMEs halal, a soberania do sistema alimentar, especialmente os alimentos provenientes da pecuária, bem como a consistência dos padrões éticos de produção”, disse ele, sábado (21/02/2026).

Substância ART e conformidade Halal

Segundo Budi, a substância do ART não elimina o regime halal nacional. Os produtos que não afirmam ser halal não são obrigados a ter um certificado, mas os produtos com alegações halal ainda devem atender às disposições da Garantia de Produto Halal (JPH).

Ele também destacou o potencial de concorrência desleal. Os intervenientes empresariais nacionais, especialmente as MPME, ainda suportam os custos e o tempo da certificação halal, enquanto os produtos importados sem alegações halal estão livres dos mesmos encargos administrativos.

“Esta assimetria nos custos de conformidade pode criar condições de concorrência desiguais. As MPME podem perder na concorrência não por causa da qualidade, mas por causa dos regulamentos”, explicou o Diretor da LPPOM DIY.

Impacto nos Alimentos de Origem Pecuária

Budi acrescentou que a questão torna-se mais sensível quando se trata de alimentos provenientes da pecuária porque está directamente relacionada com a saúde pública, a biossegurança, o bem-estar dos pequenos agricultores e a soberania alimentar nacional. Teme-se que a entrada de produtos importados mais baratos coloque pressão sobre as margens dos agricultores e dos intervenientes empresariais a jusante, como os matadouros e os processadores de carne e leite.

Quatro etapas estratégicas

Como solução, Budi está pressionando por quatro etapas estratégicas, começando com Afirmações e subsídios para MPMEs halal, para que elas não suportem elas próprias os custos de conformidade.

Além disso, impor a transparência dos rótulos, incluindo a marcação não halal, para evitar alegações implícitas que enganem os consumidores.

Além disso, a protecção de produtos alimentares estratégicos provenientes da pecuária através de auditoria e rastreabilidade rigorosas. Comunicação pública honesta, de que o halal é uma infraestrutura de confiança e ética alimentar.

“O comércio é importante, mas a justiça, a confiança pública e a ética alimentar não são negociáveis”, sublinhou.

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