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Pressionado pelos EUA, presidente cubano não renunciará firmemente

Harianjogja.com, ISTAMBUL — O presidente cubano Miguel Diaz-Canel insiste que não renunciará ao cargo, apesar de enfrentar pressão crescente dos Estados Unidos. Ele enfatizou que a liderança em seu país é completamente determinada pelo povo cubano e não por partidos externos.

Em entrevista à NBC News transmitida quinta-feira (04/09/2026), Díaz-Canel rejeitou os apelos para que ele renunciasse a fim de acalmar a crise que atinge seu país.

“Em Cuba, aqueles que ocupam posições de liderança não são selecionados pelo Governo dos Estados Unidos”, disse ele. Ele também enfatizou que deixar o cargo “não faz parte do nosso vocabulário”.

Aumento da pressão nos EUA

A declaração ocorre em meio à crescente pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Havana. Vários responsáveis ​​em Washington pressionaram mesmo por mudanças políticas e económicas no país de tendência comunista.

Um funcionário da Casa Branca disse que um acordo com Cuba ainda era possível, mas ao mesmo tempo classificou o país como um “Estado falido”.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também criticou o sistema económico de Cuba. Ele acredita que mudanças significativas só podem ocorrer se houver uma mudança na liderança e na governação.

Cuba acusa intervenção dos EUA

Respondendo a esta pressão, Díaz-Canel questionou se exigências semelhantes também seriam dirigidas aos líderes dos EUA. Ele também acusou Washington de tentar interferir nos assuntos internos de Cuba.

As tensões entre os dois países continuam a aumentar, em linha com a pressão económica imposta pelos EUA, incluindo sanções que têm impacto no fornecimento de energia e nas condições económicas de Cuba.

A crise econômica está piorando

Actualmente, Cuba enfrenta uma crise económica prolongada. Esta condição é caracterizada pela escassez de combustível, cortes contínuos de energia e acesso limitado a alimentos e medicamentos.

O governo cubano avalia que esta crise foi em grande parte desencadeada pelas sanções económicas dos EUA que duram décadas. Por outro lado, os EUA consideram que os problemas económicos estruturais são a raiz do problema.

A situação foi agravada pela redução do fornecimento de petróleo da Venezuela, bem como pelas perturbações na cadeia de abastecimento global que provocaram cortes de energia generalizados em várias regiões.

O diálogo ainda está em seus estágios iniciais

Apesar das tensões crescentes, os dois países mantêm contactos limitados. O governo cubano afirma que as discussões para acalmar o conflito ainda estão numa fase inicial e ainda não resultaram num acordo concreto.

Anteriormente, Trump também disse que Cuba poderia ser o “próximo alvo” depois das operações militares contra o Irão, sinalizando uma escalada nas tensões que ainda não diminuiu.

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Fonte: Entre

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