‘Impacto mental e subjetivo’: o Irã enfrentando o ‘poder americano’ com o ciberterrorismo – Spotlight

François Picard tem o prazer de dar as boas-vindas a Farad Khajkvar, Diretor de Estudos da Escola de Estudos Superiores, EHESS, autor do próximo livro em francês, Iran: The End of Totalitarianism. Ele vê o Irão de hoje como um sistema em que a religião se tornou subordinada à política e a própria política está cada vez mais subordinada aos Guardas Revolucionários. Na sua opinião, a sucessão depois de Khamenei não reflecte tanto a legitimidade institucional como o poder coercivo, e a nova liderança parece muito mais fraca e mais dependente do que a anterior.
Ao mesmo tempo, o regime sobrevive não porque tenha um amplo apoio popular, mas porque ainda sabe como explorar o medo, a repressão, os limites geopolíticos e as vulnerabilidades de adversários mais fortes.
De acordo com Khajkvar, o Irão não é forte, mas continua a ser perigoso precisamente porque a fraqueza pode produzir improvisação, retaliação e formas criativas de ruptura assimétrica. Khajkvar descreve a web como “a vingança dos fracos contra os fortes”. O ciberterrorismo pode ser uma ferramenta altamente eficaz para o Irão, para nivelar as condições de concorrência e compensar a “óbvia desproporção entre os militares iranianos e as forças americanas”.
Neste sentido, explica Khajkvar, “o Irão está a jogar o jogo” com uma arma poderosa para enfrentar o poderio americano, desencadeando um “impacto mental e subjectivo” que também obterá forte cobertura mediática.




