‘Precisamos de uma NATO mais europeia’: Rasmussen adverte que os EUA estão ‘virando as costas à Europa’ – Spotlight

François Picard tem o prazer de dar as boas-vindas ao antigo Secretário-Geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen. De acordo com o Secretário-Geral da NATO, a Europa está a entrar numa ruptura estratégica decisiva, que força um acerto de contas há muito adiado com as suas próprias estruturas de dependência e pressupostos de segurança. A erosão do compromisso americano com a defesa europeia não é um risco hipotético, mas uma realidade em evolução, expondo a fragilidade de um modelo construído sobre garantias externas e complacência interna.
Nesta perspectiva, o futuro da segurança europeia depende de uma transformação estrutural e não de uma adaptação incremental. Isto inclui o fortalecimento de um pilar distintamente europeu dentro OTANo desenvolvimento de capacidades de dissuasão autônoma e uma reconfiguração de defesa produção em direção à velocidade, escala e relevância tecnológica. Ao mesmo tempo, destaca que o desafio não é apenas institucional, mas também político e social. Europa enfrenta um défice de liderança decisiva e uma falta de coesão estratégica, o que prejudica a sua capacidade de agir num ambiente geopolítico em rápida evolução. A resposta deve, portanto, ir além militares investimento incluir uma mobilização mais ampla de vontade política e compromisso público. Em última análise, ele afirma que Europa deve passar de um ator estratégico reativo para um ator estratégico proativo, capaz de se envolver em políticas de poder com clareza, firmeza e autonomia. Isto exige o abandono das ilusões de permanência nas alianças e a adoção de uma postura mais transacional e autossuficiente nos assuntos internacionais.




