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‘Se o governo cubano entrar em colapso, isso seria uma ameaça à segurança dos Estados Unidos’ – Spotlight

Para o Spotlight, François Picard tem o prazer de dar as boas-vindas a Emily Morris, ao vivo de Havana, Pesquisadora Associada Honorária Sênior do Instituto das Américas da University College London. O embargo aos combustíveis deixou de ser uma disputa política abstracta para se tornar algo sentido na vida quotidiana. Isto não é simplesmente “escassez”, mas uma sequência de eventos: eventos reduzidos, avisos de cortes de energia mais profundos e, acima de tudo, um aperto nos transportes que limita a mobilidade, o trabalho e as rotinas institucionais, como as universidades que se deslocam remotamente.

A característica mais corrosiva é a incerteza, a sensação de que as pessoas podem adaptar-se às dificuldades, mas não ao facto de não saberem o que vem a seguir. O cenário mais provável é um impasse: frustração nos EUA, dificuldades em Cuba e crescente inquietação internacional e interna. E se o objectivo é desencadear uma ruptura entre os cidadãos e o Estado, o mecanismo pode funcionar no sentido contrário, porque quando as dificuldades estão visivelmente ligadas à pressão externa, a dependência do governo para o abastecimento básico aumenta frequentemente.

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