De Jogja, Hanbok Batik se tornou Batik que penetra no mercado global

Harianjogja.com, JOGJA— A fusão cultural transfronteiriça encontra cada vez mais espaço na indústria da moda. Em Yogyakarta, Djadi Batik apresenta uma interpretação única ao combinar o hanbok – roupa tradicional coreana – com o batik indonésio. Esta inovação, iniciada em 2019, conseguiu atrair a atenção dos fãs do Korean Wave sem abandonar a identidade indonésia.
Atrás de Djadi Batik está a figura de Usnul Djadi, um criador que há muito ama a cultura sul-coreana. Seu interesse começou nos tempos de escola, quando queria usar um hanbok, mas ainda trazer elementos indonésios. Foi de desejos pessoais que nasceu a ideia inicial.
“Inicialmente era apenas para uso pessoal. Mas aparentemente muitas pessoas estavam interessadas, especialmente amigos da Friends of Korea”, disse Usnul, referindo-se à comunidade de amantes da cultura sul-coreana que está subordinada à Embaixada da Coreia do Sul na Indonésia.
Esta resposta positiva encorajou Usnul a desenvolver o batik hanbok mais seriamente através da marca Djadi Batik. Todo o processo criativo até a produção é realizado em Bantul, Região Especial de Yogyakarta, priorizando ainda as técnicas tradicionais de batik.
Batik Tradicional, Processo Longo
Segundo Usnul, Djadi Batik usa batik original que é feito com cera quente, seja por meio de técnicas de batik escrito, batik estampado ou uma combinação de ambos. O processo de confecção de um vestido batik hanbok leva tempos variados, de uma semana a cerca de 30 dias, dependendo do nível de complexidade do motivo.
“Calculamos a necessidade de tecido não por metro, mas por folha. O batik artesanal é produzido por folha medindo 1,1 metro por 2 metros. Um hanbok pode exigir de uma a duas folhas”, explicou.
Os motivos utilizados são principalmente motivos clássicos de batik que são então processados com as características de Djadi Batik. Alguns dos motivos mais populares incluem Tegel Eight, Tegel Semanis Kawung e Seenang Kawung.
A escolha do motivo, continuou Usnul, é sempre adaptada à história e ao conceito levantado. Quanto mais detalhada e complicada for a técnica do batik, maior será o tempo de processamento.
Mantendo o valor do Batik
Apesar de continuar a inovar e combinar vários tecidos indonésios, Djadi Batik ainda segue o princípio de manter o valor do batik. Uma maneira é minimizar o corte do tecido.
“Acreditamos que quanto mais batik é cortado em pedaços menores, menos orações acompanham o motivo”, disse Usnul.
Além de adaptar a cultura coreana, Djadi Batik também explora elementos da cultura chinesa através de uma coleção intitulada Shuangxi, lançada especificamente para dar as boas-vindas ao Ano Novo Chinês. Entretanto, para dar as boas-vindas ao Eid al-Fitr 2026, Djadi Batik apresenta a coleção Kawung Melati.
“Preparamos mais de 10 tamanhos. Se ainda não for adequado, o cliente também pode fazer um pedido especial”, disse Usnul.
Mercados e Colaboração
Embora tenha como alvo o segmento Korean Wave, a expansão de Djadi Batik na Coreia do Sul ainda não se tornou o seu foco principal. Até agora, o mercado de Singapura tornou-se um dos mais fiéis, seguido pela Malásia e pelo mercado interno indonésio.
“Ainda priorizamos os países nacionais e vizinhos”, disse ele.
O desenvolvimento de Djadi Batik também é apoiado por diversas figuras públicas. Uma delas é Irene Umar, vice-ministra da Economia Criativa da Indonésia, que costuma usar a coleção Djadi Batik em diversas agendas nacionais e internacionais.
Para Usnul, a aculturação cultural é uma forma de preservar as tradições. “A cultura pode permanecer viva aceitando a mudança dos tempos, sem abandonar as suas raízes”, disse ele.
Na vertente da distribuição, Djadi Batik estabeleceu uma cooperação estratégica com a JNE. Usnul avalia que o papel das expedições é muito importante para a continuidade dos negócios.
“As expedições são como pernas que nos ajudam a seguir em frente, assim como amigos que se apoiam”, disse ele.
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