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Irã ameaça incendiar navios se eles entrarem no Estreito de Ormuz – Nacional

Um alto funcionário da Guarda Revolucionária Iraniana disse na segunda-feira que o Estreito de Ormuz está fechado e Irã incendiará qualquer navio que tente passar, informou a mídia iraniana.

Este é o aviso mais explícito do Irão desde que informou aos navios que iria encerrar a rota de exportação no sábado, uma medida que ameaça sufocar um quinto dos fluxos globais de petróleo e fazer subir acentuadamente os preços do petróleo.

“O estreito (de Ormuz) está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da marinha regular incendiarão esses navios”, disse Ebrahim Jabari, conselheiro sênior do comandante-em-chefe da Guarda, em comentários divulgados pela mídia estatal.

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O estreito é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, que liga os maiores produtores de petróleo do Golfo, como a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia.

O encerramento foi desencadeado pelos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, visando derrubar os seus líderes, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a oferecer ajuda aos iranianos para destituir os clérigos no poder.

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Em resposta, o Irão disparou várias barragens de mísseis contra os seus vizinhos do Golfo que acolhem bases militares dos EUA, como o Qatar, o Kuwait e o Bahrein. Teerã também disparou mísseis contra os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã.

Com este encerramento, Teerão cumpriu anos de ameaças de bloquear a estreita via navegável em retaliação a qualquer ataque à República Islâmica.

Cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, que tem cerca de 33 quilómetros (21 milhas) de largura no seu ponto mais estreito.

Os mercados petrolíferos concentraram-se nas tensões entre Teerão e os seus antigos inimigos, os EUA e Israel, temendo que um conflito total perturbasse o abastecimento e desestabilizasse a região.

A medida também ocorre depois de o transporte marítimo global já ter sofrido perturbações relacionadas com ataques de drones e mísseis realizados por militantes Houthi do Iémen, alinhados com o Irão. O grupo tem como alvo navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden desde o início da guerra em Gaza, em 2023.


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