A desvantagem oculta por trás dos medicamentos para perda de peso mais populares da atualidade

Uma nova pesquisa da Vanderbilt Health mostra que tanto os medicamentos modernos para perda de peso quanto a cirurgia bariátrica (para perda de peso) podem melhorar a composição corporal em pessoas com obesidade. Esses tratamentos levam a uma grande queda na gordura, ao mesmo tempo que causam uma redução menor na massa livre de gordura (incluindo massa muscular magra).
Este equilíbrio é importante porque a composição corporal desempenha um papel importante na saúde a longo prazo. Uma maior proporção de massa gorda (MG) está associada a um maior risco de morte por condições relacionadas à obesidade, incluindo problemas cardiovasculares. Em contraste, uma maior proporção de massa livre de gordura (MLG) está associada a um menor risco de morte.
Por que a perda de gordura e a preservação muscular são importantes
As descobertas destacam uma importante compensação. Embora a redução da gordura seja benéfica, manter a massa magra também é fundamental para a saúde geral e a sobrevivência. Compreender como esses dois componentes mudam com diferentes tratamentos continua sendo uma área ativa de pesquisa.
Os pesquisadores observaram que são necessários mais estudos para entender melhor como a FM e a MLG mudam após a cirurgia bariátrica ou o tratamento com medicamentos agonistas do receptor GLP-1 em ambientes clínicos do mundo real. Suas descobertas foram publicadas em Rede JAMA aberta.
Desenho do estudo e dados do paciente
O estudo foi liderado por Danxia Yu, PhD, professor associado de Medicina na Divisão de Epidemiologia, e Jason Samuels, MD, professor assistente de Cirurgia.
Os pesquisadores conduziram uma análise retrospectiva usando registros eletrônicos de saúde. O estudo incluiu 1.257 pacientes com idades entre 18 e 65 anos submetidos à cirurgia bariátrica na Vanderbilt Health de 2017 a 2022. Também incluiu 1.809 pacientes tratados com os medicamentos semaglutida ou tirzepatida de 2018 a 2023.
Indivíduos com histórico de doença renal terminal ou insuficiência cardíaca congestiva foram excluídos da análise.
Para avaliar as mudanças na composição corporal, os pesquisadores utilizaram a análise de impedância bioelétrica. Este método estima FM e MLG com base em características individuais, como altura, peso, idade, raça, sexo, histórico de diabetes e duração do tratamento com GLP-1.
Principais conclusões ao longo de 24 meses
Durante um período de 24 meses, ambas as abordagens de tratamento produziram padrões semelhantes. Os pacientes experimentaram reduções substanciais na FM, juntamente com reduções modestas na MLG. Ao mesmo tempo, a relação entre MLG e FM aumentou, indicando uma melhoria geral na composição corporal.
O estudo também encontrou diferenças entre homens e mulheres. Pacientes do sexo masculino tenderam a preservar a massa livre de gordura de forma mais eficaz a longo prazo em comparação com pacientes do sexo feminino.
Equipe de pesquisa e financiamento
Os primeiros autores do estudo foram o estudante de pós-graduação Zicheng Wang, MS, e o pós-doutorado Lei Wang, PhD, ambos em Epidemiologia.
Contribuintes adicionais incluíram Xinmeng Zhang e You Chen, PhD (Informática Biomédica e Ciência da Computação); Brandon Lowery (Instituto Vanderbilt de Pesquisa Clínica e Translacional); Lauren Lee Shaffer, MS, e Quinn Wells, MD (Medicina Cardiovascular); e Charles Flynn, PhD, Brandon Williams, MD, Matthew Spann, MD, e Gitanjali Srivastava, MD (Cirurgia).
A pesquisa foi apoiada em parte pelas bolsas R01DK126721 e R01CA275864 do National Institutes of Health.
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