Operações militares EUA-Equador na rota de trânsito de cocaína

Harianjogja.com, JOGJA—Os Estados Unidos e o Equador lançaram uma operação militar conjunta para suprimir as rotas de trânsito de cocaína na América Latina. Sob a direcção do Presidente dos EUA, Donald Trump, as Forças Especiais dos Estados Unidos estão envolvidas no planeamento estratégico para reduzir o espaço para os cartéis internacionais da droga.
Os militares dos Estados Unidos estão oficialmente envolvidos em operações para erradicar os cartéis de drogas no Equador através da cooperação militar bilateral que tem atraído a atenção internacional. Esta medida faz parte da estratégia de Washington para reforçar a supervisão das rotas de distribuição de cocaína para o mercado dos Estados Unidos.
Este envolvimento ocorreu sob instruções do presidente dos EUA, Donald Trump. As Forças Especiais dos Estados Unidos prestaram apoio em aspectos de inteligência, planejamento e logística para operações de ataque realizadas pelas forças de segurança equatorianas em escala nacional.
Um alto funcionário dos Estados Unidos que pediu para permanecer anônimo explicou que as Forças Especiais dos EUA foram encarregadas de fornecer orientação estratégica ao comando militar do Equador. No entanto, ele afirmou que o pessoal militar dos Estados Unidos não estava envolvido em contacto armado direto no terreno.
Anteriormente, as operações militares dos Estados Unidos estavam mais focadas na interceptação de navios nas regiões do Mar do Caribe e do Pacífico Leste. Washington considera a área uma importante rota de contrabando de drogas, por isso é necessária uma abordagem mais assertiva em pontos de trânsito como o Equador.
Circulação de vídeo de operações do Comando Sul dos EUA
A determinação desta operação tornou-se cada vez mais visível depois que o Comando Sul dos Estados Unidos divulgou imagens de vídeo com duração de cerca de 30 segundos, mostrando helicópteros militares evacuando tropas da zona de operação. O Comando Sul enfatizou que o vídeo era apenas uma pequena parte das operações estruturadas que continuavam a ser intensificadas no Equador continental.
“Estas operações são um forte exemplo do compromisso dos parceiros da América Latina e das Caraíbas no combate ao flagelo do narcoterrorismo”, lê-se numa declaração oficial do Comando Sul dos Estados Unidos, citada pelo The New York Times.
Até agora, a Casa Branca não emitiu nenhum comunicado oficial sobre os detalhes da operação. No entanto, esta cooperação militar teria sido discutida desde a visita diplomática do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao Equador, em setembro do ano passado.
Equador é considerado crucial
O Equador é visto como tendo uma posição estratégica no mapa internacional do tráfico de drogas. Embora não seja um grande país produtor, a região é um importante ponto de saída para cartéis da Colômbia e do Peru enviarem cocaína para os Estados Unidos e a Europa.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, fez da abordagem militar a principal estratégia para lidar com gangues de traficantes cada vez mais agressivas. As relações bilaterais entre os dois países teriam se fortalecido desde que Donald Trump voltou ao cargo em 2025. Noboa também se comunicou com vários funcionários do gabinete dos Estados Unidos, incluindo Marco Rubio e a ministra da Segurança Interna, Kristi Noem.
Anteriormente, o plano de fornecer bases militares aos Estados Unidos foi rejeitado num referendo em Novembro passado.
Nova Fase da Segurança Regional
Através da conta de X nas redes sociais, Daniel Noboa chamou esta colaboração militar de uma nova fase na estratégia de segurança nacional.
“Em março, realizaremos operações conjuntas com nossos aliados regionais, incluindo os Estados Unidos. A segurança dos equatorianos é a nossa prioridade e lutaremos para alcançar a paz em todos os cantos deste país”, escreveu.
Esta operação militar conjunta EUA-Equador ocorreu no meio do escrutínio público internacional da campanha de segurança dos Estados Unidos na região. Desde o início de Setembro, os militares dos Estados Unidos teriam lançado dezenas de ataques aéreos e navais a navios nas Caraíbas. Várias partes questionaram a transparência das provas desta operação, que foi considerada como não tendo sido totalmente apresentada ao público.
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