Ministério da Indústria incentiva PMEs de artesanato DIY a entrar no mercado global por meio do PDIN

Harianjogja.com, JOGJA—O governo continua a encorajar os intervenientes da Pequena e Média Indústria (IKM) no sector do artesanato na Região Especial de Yogyakarta (DIY) a expandir os seus mercados, tanto a nível nacional como internacional. Espera-se que a presença do Centro Nacional de Design Industrial (PDIN) na cidade de Jogja seja um catalisador de inovação para os participantes da indústria criativa.
O Diretor Geral das Pequenas, Médias e Diversas Indústrias (IKMA) do Ministério da Indústria, Reni Yanita, disse que o PDIN foi concebido como um espaço flexível para os trabalhadores criativos serem criativos sem estarem vinculados a padrões formais de trabalho.
“Os trabalhadores criativos não estão limitados ao horário de trabalho. Assim que têm uma ideia, querem expressá-la imediatamente. A PDIN está aqui com as mais recentes instalações de máquinas e equipamentos para apoiar este ecossistema”, disse Reni no IKM Crafts Business Meeting em Jogja, terça-feira (03/10/2026).
Segundo ele, o DIY possui um ecossistema completo de indústria criativa, por isso tem grande potencial para se tornar um centro de desenvolvimento do artesanato nacional. Para além do PDIN, esta área é também apoiada por diversas instituições de desenvolvimento industrial como o Centro de Artesanato e Batik, Centro de Couro, Borracha e Plásticos, bem como o Centro de Formação Industrial (BDI).
O apoio acadêmico de universidades como a Universidade Gadjah Mada e a ATK Yogyakarta Polytechnic também é considerado importante na formação de trabalhadores industriais competentes.
Além disso, a disponibilidade de matérias-primas locais também é um ponto forte para a indústria artesanal de bricolagem, desde a cerâmica em Bantul até o artesanato feito de bambu e couro.
Apesar de terem um grande potencial, Reni admite que as PME ainda enfrentam desafios clássicos, nomeadamente o marketing de produto. Na era digital, os artesãos não só são obrigados a ter competências na produção de bens, mas também a ser capazes de ler as necessidades do mercado.
Uma das estratégias incentivadas é a possibilidade de aceitar pedidos especiais ou personalizados de acordo com as solicitações dos consumidores.
Reni deu um exemplo, se houver uma encomenda de decoração para escritórios ou hotéis fora de Java ou na capital do arquipélago, os artesãos devem ser capazes de ajustar o design para que nem sempre enfatize as nuances javanesas.
“Os artesãos devem ter uma estratégia para poder aceitar a personalização. Não podemos forçar os compradores a aceitar o produto tal como está se precisarem de um toque diferente para a decoração do seu escritório ou hotel”, acrescentou.
Exportações crescem 15 por cento
O desempenho das exportações das PME artesanais também mostra uma tendência positiva. Reni disse que o crescimento das exportações neste sector atingiu cerca de 15 por cento com mercados espalhados por vários países.
Os produtos artesanais DIY são procurados em vários mercados internacionais, como Japão, Coreia do Sul, Europa, Estados Unidos e Taiwan.
“Os mercados japonês e coreano estão muito interessados em pequenos itens de qualidade alimentar, como pequenas colheres de madeira. Enquanto isso, para o mercado europeu, produtos como cestos feitos de caules de bananeira e armazenamento são muito populares como elementos de decoração para casa”, explicou Reni.
O Ministério da Indústria também facilita a promoção de produtos das PME através de exposições internacionais como a Ambiente Frankfurt.
Segundo Reni, a consistência das PME que participam em feiras internacionais é muito importante para construir a confiança dos compradores globais.
“Essa consistência mostra aos compradores que eles são produtores verdadeiramente existentes, e não apenas intermediários. Dessa forma, os compradores terão confiança em visitar diretamente a oficina em Jogja”, concluiu.
Confira outras notícias e artigos em Google Notícias




