29 Junho 2026

Lista de navios que ainda podem passar pelo Estreito de Ormuz, no Irã

Lista de navios que ainda podem passar pelo Estreito de Ormuz, no Irã

Lista de navios que ainda podem passar pelo Estreito de Ormuz, no Irã

Harianjogja.com, JACARTA—Restrições à navegação no Estreito de Ormuz, Irã bloqueando milhares de navios, mas o Irão continua a abrir acesso limitado a uma série de países considerados não envolvidos no conflito.

Desde a escalada militar de 28 de Fevereiro de 2026, cerca de 1.900 navios comerciais ficaram presos na região do Golfo Pérsico porque a principal rota de distribuição de energia do mundo enfrentou sérios obstáculos.

Esta condição foi desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que danificaram instalações públicas, ceifaram milhares de vidas e mataram o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei.

Em resposta, o Irão atacou instalações militares dos EUA no Médio Oriente e restringiu a passagem no Estreito de Ormuz, o que teve impacto nas exportações de petróleo e gás e desencadeou um aumento nos preços globais dos combustíveis.

No meio destas restrições, o Irão apenas permite a passagem de navios de determinados países, desde que não estejam envolvidos ou apoiem a agressão contra o Irão.

A seguir está uma lista de países onde os navios ainda podem passar:

  • Rússia, China, Índia, Paquistão, Iraque
    O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, disse que estes países estavam entre os que foram autorizados a passar.

A declaração foi transmitida através do canal de televisão Al Mayadeen e citada pela agência de notícias russa Sputnik/RIA Novosti em 26 de março de 2026.

“Permitimos que navios da China, Rússia, Índia, Paquistão e Iraque, bem como de outros países que consideramos amigos, passassem pelo Estreito de Ormuz”, disse ele.

Ele enfatizou que o Irã não tem motivos para permitir navios de países que considera inimigos.

  • Malásia
    O primeiro-ministro Anwar Ibrahim afirmou que os petroleiros do seu país foram autorizados a passar.

Esta informação foi divulgada pela Agência de Notícias Anadolu em 27 de março de 2026 e citada pela agência de notícias malaia Bernama.

“Agora estamos no processo de libertar o petroleiro malaio e os trabalhadores envolvidos para que possam continuar a viagem para casa”, disse Anwar.

Acrescentou ainda que o processo não foi fácil porque a situação política ainda era tensa.

  • Tailândia
    Com base num relatório Bernama de 24 de março, a Tailândia obteve permissão após coordenação bilateral com o Irão.

O ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, disse que um navio pertencente à Corporação Bangchak cruzou com sucesso o Estreito de Ormuz em 23 de março e agora estava voltando para casa.

Entretanto, as licenças para outros navios pertencentes à SCG Chemicals ainda estão em processo.

  • Bangladesh
    Um relatório da Anadolu de 26 de março dizia que os petroleiros com destino a Bangladesh ainda seriam autorizados a passar.

Funcionários do Ministério das Relações Exteriores disseram que os navios de Bangladesh não estão sujeitos a restrições, embora não tenha havido nenhuma comunicação oficial mencionando especificamente tais autorizações.

  • Indonésia
    O governo indonésio recebeu uma resposta positiva do Irão em relação aos dois petroleiros Pertamina presos.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia, Vahd Nabyl A. Mulachela, disse que a coordenação continuava com a Embaixada da Indonésia em Teerão.

“No seu desenvolvimento, houve uma resposta positiva do lado iraniano”, disse ele.

Porém, o horário exato da partida dos dois navios ainda aguarda o processo técnico e operacional.

  • Japão
    O Irão também abre oportunidades para o Japão.

Abbas Araghchi, em entrevista à Kyodo News em 20 de março, afirmou que Teerã estava pronto para facilitar a viagem dos navios japoneses desde que houvesse coordenação.

“Não fechamos o estreito. O estreito está aberto”, disse ele.

Sublinhou que as restrições só se aplicam aos países envolvidos em ataques ao Irão.

Esta situação mostra que o Estreito de Ormuz ainda funciona de forma limitada, mas as restrições selectivas mantêm as vias energéticas globais sob alta pressão.

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Fonte: Entre

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