G20 concorda em ajudar países pobres afetados por conflitos

Harianjogja.com, JACARTA—Os ministros das finanças dos países membros do G20 chegaram a um acordo para reforçar o apoio financeiro e a assistência humanitária aos países pobres afetados pelo conflito no Médio Oriente. Esse acordo foi levantado em reunião realizada em Washington, nos Estados Unidos, quinta-feira (16/4/2026).
O Ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse que havia um “entendimento partilhado” entre os participantes relativamente à importância da intervenção global para ajudar os países vulneráveis. Para além da questão da ajuda, o fórum também discutiu a desigualdade económica global, que é cada vez mais sentida devido à instabilidade geopolítica.
Destaques do impacto do conflito no Médio Oriente
A reunião foi presidida pelo ministro das Finanças dos Estados Unidos, Scott Bessent, considerando que o país do Tio Sam ocupa este ano a presidência do G20. A agenda de discussão ocorreu à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.
Na discussão, Bessent destacou o grave impacto do conflito nos países em desenvolvimento, especialmente no que diz respeito ao aumento da insegurança alimentar e ao potencial para uma crise de fertilizantes. Esta condição é considerada capaz de piorar a situação económica global se não for imediatamente tratada de forma colectiva.
Além disso, os Estados Unidos também expressaram a sua posição sobre o conflito com o Irão, incluindo o incentivo aos países do G20 para reforçarem a coordenação na implementação de sanções contra Teerão.
Nenhuma declaração conjunta
Embora tenha produzido um entendimento, esta reunião não terminou com uma declaração conjunta oficial. Isto reflecte que ainda existem diferenças de pontos de vista entre os países membros, especialmente em relação a questões geopolíticas.
A sherpa russa do G20, Svetlana Lukash, enfatizou que o fórum do G20 deveria permanecer centrado nas questões económicas. Ele disse que seria mais apropriado que as discussões geopolíticas ocorressem em fóruns de ministros das Relações Exteriores.
“O G20 não é o lugar para discutir questões geopolíticas”, disse ele.
Agenda para a Cimeira do G20 de 2026
No futuro, os Estados Unidos planeiam realizar a Cimeira do G20 em dezembro de 2026 em Miami. A reunião deverá centrar-se na estabilidade económica global, incluindo a recuperação pós-crise e o reforço da cooperação internacional.
No entanto, a dinâmica política ainda ofusca os procedimentos do fórum. Anteriormente, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a África do Sul não seria convidada para uma série de reuniões do G20 durante a presidência dos EUA.
A declaração chamou a atenção porque abordou questões sensíveis relacionadas com as políticas internas da África do Sul, incluindo acusações de discriminação contra certos grupos.
Os desafios globais são cada vez mais complexos
Esta situação mostra que, embora o G20 esteja a tentar concentrar-se nas questões económicas, as realidades geopolíticas continuam a ser difíceis de separar. Os conflitos regionais, as tensões entre países e as diferenças nos interesses nacionais são desafios na construção do consenso global.
Contudo, o compromisso de ajudar os países pobres é um sinal positivo de que a cooperação internacional continua a ser a chave para enfrentar uma crise global cada vez mais complexa.
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Fonte: Entre




