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Família pede a Prabowo que liberte a tripulação do Honor 25 dos piratas somalis

Harianjogja.com, JACARTA—A família do capitão do petroleiro Honor 25 de Gowa, Sulawesi do Sul, ecoou os seus gritos pedindo ao Presidente Prabowo Subianto que agisse imediatamente contra a pirataria nas águas da Somália que prendeu 17 tripulantes, incluindo 4 cidadãos indonésios (WNI). Este navio com bandeira de Omã está refém de piratas desde 21 de abril de 2026, quando navegou de Omã para a Somália transportando uma carga de petróleo bruto. Os quatro cidadãos indonésios são o capitão Ashari Samadikun (Gowa), Adi Faizal (Bulukumba), Wahudinanto (Pemalang, Java Central) e Fiki Mutakin (Bogor, Java Ocidental).

As lágrimas tristes da mãe biológica

Sitti Aminah, mãe do capitão Ashari Samadikun (33), não conseguiu conter os soluços quando pediu ajuda imediata ao chefe de estado na Regência de Gowa, domingo (26 de abril de 2026).

“Pedi ajuda a Pak Prabowo, pedi para ajudar meu filho. Meu filho agora está pedindo ajuda a Pak Prabowo”, disse ele com a voz trêmula. “Pak Prabowo, nosso presidente, pede ajuda, senhor. Eu realmente peço ajuda, senhor. Piratas somalis o estão detendo há vários dias”, acrescentou esperançoso em meio ao silêncio da casa em Moncon Loe Hamlet.

Momentos aterrorizantes via videochamada

A esposa da vítima, Santi Sanjaya (26), disse que a última comunicação foi por videochamada na terça-feira (20/4) às 19h30 WITA. Seu marido relatou que o navio seria atacado por piratas antes que o sinal fosse perdido. “O celular dele ainda estava ativo, mas ele não respondeu. Depois de algumas horas, o celular dele não estava mais ativo. Então, a última vez que o I VC esteve com ele ontem à noite, ele disse que estava bem no navio”, explicou Santi ao ser encontrado em sua casa. A atmosfera tensa ficou clara antes de ele desligar por segurança.

Ameaça de execução e negociações de resgate

A situação a bordo do Honor 25 mudava frequentemente com ameaças de execução caso o resgate não fosse pago naquela noite. Piratas armados apreenderam os pertences da tripulação e guardaram firmemente a área da cabine após disparos de alerta. “Meu marido também pediu ajuda, espero que o governo ajude.

“Nossa família também espera que o governo possa ajudar, eles voltarão para casa em segurança”, disse Santi. O valor do resgate não foi revelado, mas as negociações ainda estariam em andamento sem clareza por parte da empresa dos Emirados Árabes Unidos ou do governo indonésio.

Antecedentes do Capitão e da Tripulação Indonésios

Ashari Samadikun lidera o Honor 25 desde janeiro de 2026 com planos de expirar seu contrato na Somália antes de retornar a Gowa. Adi Faizal como 3º Oficial de Bulukumba aumenta a tristeza de Sulawesi do Sul, que agora perdeu dois de seus filhos no mar. Este navio passou por esta rota perigosa duas vezes, com a segunda viagem terminando em tragédia. A outra tripulação veio da Índia, Paquistão e Myanmar, que se encontravam igualmente numa situação precária.

Esperança de resgate e experiências passadas

A família aguarda uma resposta concreta do governo, tendo em conta a experiência de sequestro de navios indonésios, como o MV Sinar Kudus de 2011, que demorou mais de um mês. Embora seja um navio estrangeiro, a Indonésia tem jurisdição para proteger os cidadãos indonésios em alto mar.

“Este é um navio estrangeiro. Esperamos que seja concluído rapidamente, meu marido e sua tripulação voltem para casa em segurança”, concluiu Santi. Este caso destaca mais uma vez a vulnerabilidade das águas da Somália, onde a aplicação da lei é fraca para o transporte marítimo internacional.

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Fonte: Entre

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