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EVs aumentam na Bolívia em meio à escassez de combustível e escândalo de ‘gás lixo’

Cansado da escassez de gasolina e da disparada dos preços, Simón Huanca resolveu resolver o problema por conta própria.

O artesão indígena de 53 anos importou um carro elétrico chinês para navegar por El Alto, a cidade mais alta da Bolívia, usando o veículo para transportar sua família e a lã de alpaca para sua oficina de tecelagem.

Ele também instalou um carregador dedicado em sua própria garagem, principalmente por conveniência, mas também porque existem apenas três estações de carregamento públicas que atendem a vasta área metropolitana de El Alto e a vizinha La Paz, onde vivem mais de 1,6 milhão de pessoas.

“Desde o ano passado, venho tentando adquirir um carro elétrico para economizar custos”, disse Huanca enquanto dirigia seu veículo off-road elétrico por um bairro de classe trabalhadora.

Huanca faz parte de um pequeno mas crescente número de bolivianos que abandonam os seus carros movidos a combustíveis fósseis por veículos eléctricos, num momento em que o país sul-americano enfrenta a escassez de combustível e um decreto presidencial que pôs fim aos subsídios de longa data aos combustíveis, duplicando efectivamente o custo da gasolina.

‘Gás lixo’ e a guerra no Irão

As perturbações no fornecimento de energia à Bolívia agravaram-se em 2023 sob o então presidente Luis Arce, que manteve um subsídio estatal ao abrigo do qual o país comprava combustível a preços internacionais e vendia-o por metade do seu valor no mercado interno.

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