As repressões “performativas” do Camboja não conseguem impedir os centros fraudulentos: Amnistia

Isto contrasta com as declarações oficiais de que as autoridades tomaram medidas contra mais de 250 centros fraudulentos em todo o país.
As conclusões lançam dúvidas sobre as afirmações do governo de que a indústria tinha sido significativamente enfraquecida. O ministro sênior, Chhay Sinarith, disse em fevereiro que a atividade fraudulenta online foi reduzida pela metade e que o problema seria resolvido em abril. Posteriormente, as autoridades relataram milhares de prisões, processos e deportações ligadas à repressão.
“A repressão do Camboja falhou em áreas-chave, tanto na investigação e encerramento de alguns dos complexos mais conhecidos em todo o país como na protecção e assistência às vítimas que escaparam”, afirmou a Amnistia no seu relatório, divulgado na segunda-feira.
O esforço tem como alvo uma indústria de fraude cibernética que transformou partes do Sudeste Asiático em centros de fraudes online que geram milhares de milhões de dólares anualmente.



