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As repressões “performativas” do Camboja não conseguem impedir os centros fraudulentos: Amnistia

Camboja não conseguiu desmantelar grande parte de sua indústria de golpes online, apesar de uma repressão de um ano que as autoridades disseram que iria eliminá-la, de acordo com um Anistia Internacional relatório que desafia as reivindicações oficiais de sucesso.
O grupo de direitos humanos com sede em Londres disse ter identificado 86 compostos fraudulentos operando em todo o Camboja em abril, contra 53 no ano anterior, e encontrou evidências de intervenção estatal em apenas 24 locais durante a campanha do governo.

Isto contrasta com as declarações oficiais de que as autoridades tomaram medidas contra mais de 250 centros fraudulentos em todo o país.

As conclusões lançam dúvidas sobre as afirmações do governo de que a indústria tinha sido significativamente enfraquecida. O ministro sênior, Chhay Sinarith, disse em fevereiro que a atividade fraudulenta online foi reduzida pela metade e que o problema seria resolvido em abril. Posteriormente, as autoridades relataram milhares de prisões, processos e deportações ligadas à repressão.

“A repressão do Camboja falhou em áreas-chave, tanto na investigação e encerramento de alguns dos complexos mais conhecidos em todo o país como na protecção e assistência às vítimas que escaparam”, afirmou a Amnistia no seu relatório, divulgado na segunda-feira.

Polícia do Camboja invade centro fraudulento baseado em IA visando a Europa

O esforço tem como alvo uma indústria de fraude cibernética que transformou partes do Sudeste Asiático em centros de fraudes online que geram milhares de milhões de dólares anualmente.

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