Escândalo de vistos de US$ 8 milhões na Indonésia ameaça busca por talentos e investidores

A Comissão de Erradicação da Corrupção (KPK) do país prendeu na semana passada oito altos funcionários da imigração, incluindo o então vice-ministro Silmy Karim, por supostamente extorquir estrangeiros que procuravam autorizações de residência e trabalho na Indonésia. A KPK também deteve nove agentes de vistos que atuavam como intermediários entre os requerentes e os funcionários da imigração.
Os suspeitos são acusados de dirigir um esquema de extorsão “sistêmico” de 2022 a 2026, onde cobraram “taxas extras” totalizando 145,5 bilhões de rupias (8 milhões de dólares) de estrangeiros nos balcões de imigração.
Aos estrangeiros foi cobrada uma taxa de até 1,5 milhão de rupias para acelerar o processamento de autorizações de residência, ou correriam o risco de seus pedidos serem paralisados ou rejeitados, disse KPK, acrescentando que Silmy supostamente embolsava uma “dotação regular” de 100 milhões de rupias por semana.
O presidente do KPK, Setyo Budiyanto, disse aos repórteres em 4 de junho que os suspeitos supostamente usaram o dinheiro para comprar bens pessoais e estabelecer negócios como uma empresa de reboque – mostrando como os atos foram realizados “sistematicamente”.



