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O papel da China no histórico empate de Cabo Verde com a Espanha no Mundial

Na segunda-feira, milhares de cabo-verdianos saíram às ruas da sua capital, Praia, para celebrar o surpreendente empate da selecção nacional de futebol contra a Espanha no Campeonato do Mundo, tocando tambores, tocando buzinas e dançando.

Para Cabo Verde, um país arquipélago de 500 mil habitantes localizado ao largo da costa da África Ocidental, um impasse com ex-campeões do Mundo é tão bom como uma vitória. O Presidente José Maria Neves descreveu-o como um momento decisivo para o país, que se tornou independente de Portugal em 1975.

“Se hoje, 50 anos depois, estamos na Copa do Mundo, já provamos que somos uma nação viável”, escreveu no Facebook, após a partida na cidade norte-americana de Atlanta.

No entanto, a história das conquistas futebolísticas da ex-colónia não está completa sem mencionar o papel da China na construção da infra-estrutura desportiva do país.

Isto incluiu o Estádio Nacional de Cabo Verde, com capacidade para 15.000 pessoas, que foi concluído em 2014. O estádio foi financiado por Pequim e construído por uma empresa estatal chinesa. Isto seguiu-se à primeira participação de Cabo Verde na Taça das Nações Africanas em 2013, quando a selecção nacional conseguiu chegar aos quartos-de-final pela primeira vez.

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O estádio tornou-se a sede da seleção nacional, de onde lançou as subsequentes campanhas de qualificação. Desde então, o país chegou a mais três torneios da Copa das Nações Africanas, chegando à fase eliminatória duas vezes. Os Blue Sharks, como é conhecida a seleção nacional, se classificaram para a Copa do Mundo ao vencer o eSwatini no estádio em outubro de 2025.

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