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Alemanha segue linha dura da UE em relação à China com pedido de negociações do ‘Acordo de Plaza’ sobre o yuan

O chanceler alemão, Friedrich Merz, sinalizou na sexta-feira uma grande mudança nas relações económicas de Berlim com Pequim, dizendo que a moeda chinesa estava subvalorizada em 30 por cento, bem acima da estimativa do Fundo Monetário Internacional de “cerca de 16 por cento”.

Falando em Bruxelas após uma cimeira do Conselho Europeu, Merz disse que a China estava a “inundar os mercados” através do uso de “subsídios elevados”, acrescentando que “subsidiar capacidades excedentárias” juntamente com uma “moeda que não é livremente convertível… não é aceitável”.

Os comentários de Merz são alguns dos seus comentários mais contundentes sobre Pequim desde que se tornou chanceler no ano passado e abordam um dos principais factores no debate sobre o excesso de capacidade industrial.

Na Europa, a taxa do yuan em relação ao euro é vista como uma das principais razões para o aumento dos embarques chineses, tornando os produtos chineses mais baratos para os compradores estrangeiros.

Isto, por sua vez, levou a um enorme défice comercial, para grande desgosto dos líderes europeus, que estão preocupados com o perigo dos fabricantes locais.

Merz apontou os Acordos Plaza como um exemplo de como tais questões poderiam ser abordadas.

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