Transferência de elefantes para o Japão desencadeia investigação de corrupção na Malásia

A Comissão Anticorrupção da Malásia (MACC) disse na segunda-feira que abriu uma investigação formal sobre o movimento dos elefantes – Dara, Amoi e Kelat – do Zoológico Taiping, no estado de Perak, no norte, para o Zoológico Tennoji, em Osaka.
O MACC disse que estava investigando alegações de que os pagamentos vinculados à transferência supostamente não foram canalizados para o governo da Malásia, no valor de 53 milhões de ringgit (US$ 12,72 milhões) vinculados a vários indivíduos.
A agência disse que a sua investigação se concentrará no Ministério dos Recursos Naturais e Sustentabilidade Ambiental, no Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais (Perhilitan) e nos agentes envolvidos no movimento dos três elefantes asiáticos.
O MACC afirmou estar a analisar se houve “corrupção, má conduta ou abuso de poder” na transferência, ao mesmo tempo que sublinhou que a investigação “ainda está numa fase inicial e está a ser conduzida de forma exaustiva”.
A medida seguiu-se a uma queixa do grupo de defesa dos direitos da vida selvagem Hidup, cujos advogados alegaram que o pagamento ligado à realocação dos elefantes tinha contornado os cofres do governo e ido para indivíduos, embora reconhecessem que a alegação veio de um denunciante e ainda não tinha sido provada.



