Repressão comercial da China pode impulsionar Hong Kong como centro oficial de capital

A repressão da China ao comércio transfronteiriço de títulos poderá fortalecer – em vez de diminuir – o papel financeiro de Hong Kong, segundo os economistas, à medida que Pequim direciona mais capital através de canais oficiais e reforça o estatuto da cidade como um centro offshore de yuan.
“Eu diria que estas medidas tornam a importância de Hong Kong ainda maior”, disse Diana Choyleva, fundadora e economista-chefe da Enodo Economics, na terça-feira, na reunião anual “Summer Davos” do Fórum Económico Mundial.
Falando durante um painel de discussão no dia de abertura da reunião de três dias, Choyleva disse que a recente medida fazia parte de um esforço plurianual contínuo para restringir as saídas ilegais de capital da China.
As autoridades estão “realmente deixando o ponto claro aqui, mas ao mesmo tempo ampliando os esquemas de conexão, permitindo que mais capital flua através de Hong Kong”, disse ela.
Choyleva observou que o papel da cidade estava a mudar de um canal de investimento estrangeiro para a China continental para um centro onde a riqueza interna da China é “intermediada nos próprios termos da China” com o resto do mundo.



