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Descoberta de raptor comedor de peixes na Argentina aponta para ligações pré-históricas com a China

Cientistas descobriram uma nova espécie de raptor na Argentina, que ostenta a mesma garra curva reveladora dos velociraptores encontrados na China, a cerca de 19.000 km (11.800 milhas) de distância.
Embora tenham sido encontrados em extremos opostos do mundo, esses dois dinossauros eram parentes próximos – remontando a um ancestral comum de uma época em que os continentes estavam interligados para formar uma grande massa de terra.

Esta descoberta, publicada no final do mês passado no Journal of Vertebrate Paleontology, levou os cientistas a repensar a extensão da vida das antigas criaturas.

“O que é notável é a preservação de certas estruturas anatômicas em animais com estilos de vida muito diferentes”, disse Matias Motta, pesquisador de pós-doutorado no Museu de Ciências Naturais Bernardino Rivadavia (MACN) e principal autor do estudo.

No sul da Patagônia argentina, perto de montanhas cobertas de neve, um grupo de paleontólogos estuda uma nova espécie de dinossauro desde 2018.

Eles procuravam responder à intrigante questão de como era o extremo sul durante o período Cretáceo Superior, entre 143 milhões e 66 milhões de anos atrás. Eles encontraram um dos fósseis pouco antes de uma tempestade de neve interromper a escavação por dias.

“No início, não tínhamos certeza do que era porque o fóssil estava incrustado na rocha. Depois percebemos que era um raptor”, disse a equipe de pesquisa.

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