A eleição de Israel pode encerrar a era Netanyahu, mas não as ‘guerras eternas’

A votação, constitucionalmente marcada para Outubro deste ano, está a configurar-se como um referendo sobre a reivindicação central do primeiro-ministro ao poder: que só ele pode manter Israel seguro.
Não só isso, mas o regime de Teerão sobrevive – apesar dos melhores esforços de Netanyahu – com o que os analistas descrevem como uma motivação maior do que nunca para adquirir uma arma nuclear.
“Israel nunca esteve menos seguro”, disse o analista geopolítico israelo-americano Shaiel Ben-Ephraim ao This Week in Asia. “Num país obcecado pela segurança, isto é o que importa.”
Quase dois terços dos israelitas acreditam que Netanyahu não deveria candidatar-se à reeleição, mostram as recentes sondagens de opinião – um veredicto contundente motivado não só pelo fracasso dos serviços de informação de 7 de Outubro, mas também pela percepção de que ele prolongou deliberadamente as guerras para evitar a responsabilização legal, segundo a investigadora do Médio Oriente Annelle Sheline.




