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Acidente de trem em East Bekasi, especialista da UMY destaca cultura de segurança

Harianjogja.com, JOGJA—O incidente de colisão da KRL Commuter Line com o trem Argo Bromo Anggrek na estação East Bekasi é um alarme importante de que a segurança ferroviária não é suficiente para confiar apenas na tecnologia, mas deve ser fortalecida por uma cultura de segurança abrangente.

Essa visão foi transmitida por um especialista ferroviário da Universidade Muhammadiyah de Yogyakarta (UMY), Sri Atmaja Putra Jatining Nugraha Nasir Rosyidi, em entrevista online, sábado (05/02/2026), que enfatizou a importância da integração entre sistemas, pessoas e cultura para garantir a segurança do transporte ferroviário.

Ele enfatizou que a segurança é o resultado da sinergia de vários elementos, que vão desde tecnologia, sistemas de gestão, até fatores humanos. Sem uma cultura de segurança forte, por mais sofisticado que seja um sistema, ainda haverá oportunidades de fracasso. “A segurança não é apenas um sistema, mas também deve se tornar uma cultura organizacional e uma cultura comunitária”, disse ele.

Na prática operacional, a cultura de segurança inclui uma elevada consciência dos riscos por todas as partes, desde operadores como a PT Kereta Api Indonesia, reguladores, até ao público como utilizadores do serviço. Ele considera fundamental a competência dos recursos humanos (RH), especialmente na identificação de potenciais perigos e na tomada de decisões rápidas em situações críticas.

Além disso, a disciplina na execução dos procedimentos e a avaliação consistente através de uma abordagem de melhoria contínua ou do ciclo Planejar-Fazer-Verificar-Agir (PDCA) é parte inseparável de um sistema de segurança eficaz.

Segundo ele, a segurança não deve ser vista como um encargo de custos, mas sim como um investimento de longo prazo que inclui o desenvolvimento tecnológico, a melhoria da qualidade dos recursos humanos e o estabelecimento de uma cultura de trabalho orientada para a segurança. Destacou também a importância do papel da comunidade na manutenção da segurança em torno das linhas ferroviárias, especialmente nas passagens de nível que são propensas a acidentes.

“A segurança é uma responsabilidade partilhada. Não só os operadores, mas também o público deve ter a mesma consciência”, sublinhou.

Além disso, explicou que os sistemas de segurança modernos devem ser concebidos com o princípio de segurança contra falhas, nomeadamente que a falha de um componente não causa imediatamente um acidente. Os sistemas de intertravamento e frenagem em camadas são elementos importantes na mitigação de riscos.

Ele acredita que o incidente em East Bekasi deve constituir um impulso para fortalecer a cultura de segurança geral, e não apenas para melhorias técnicas. “Se uma cultura de segurança for incorporada, o sistema funcionará de forma mais eficaz. A meta é clara: Acidente Zero”, disse ele.

Sobre as diversas especulações que se desenvolvem, lembrou ao público que aguarde os resultados da investigação oficial da Comissão Nacional de Segurança nos Transportes (KNKT) para obter um quadro objetivo e abrangente das causas.

Do ponto de vista sistémico, a Indonésia tem, na verdade, uma base através do Sistema de Gestão da Segurança Ferroviária (SMKP), que se baseia na gestão de riscos e na melhoria contínua, referindo-se aos regulamentos nacionais e às normas internacionais, como a ISO 45001 e a ISO 31000.

No entanto, este incidente é um reflexo da implementação no terreno. Ele acredita que é necessária uma avaliação minuciosa do sistema de sinalização, das comunicações, das condições da via e do cumprimento dos procedimentos operacionais.

“A segurança não pode ser vista em termos parciais. Este é um sistema unificado que envolve infraestrutura, instalações, pessoas, procedimentos e ambiente externo”, explicou.

Ele também enfatizou a importância de uma abordagem orientada para a prevenção, como inspeções de rotina, sistemas de detecção precoce e fortalecimento de mecanismos de segurança para evitar que falhas se transformem em acidentes.

Por outro lado, a densidade das linhas ferroviárias na área de Jabodetabek, com intervalos cada vez mais curtos, aumenta a complexidade da gestão da segurança, pelo que é necessário um sistema mais adaptativo e preciso.

Ele enfatizou que os resultados da investigação devem ser capazes de revelar a causa raiz do problema (análise de causa raiz), tanto a partir de aspectos técnicos, como de fatores humanos e de falhas sistêmicas inter-relacionadas.

“Cada pequena falha no sistema de segurança não deve ser considerada trivial, porque pode desencadear uma falha maior”, sublinhou.

Através deste evento, espera-se que todas as partes interessadas o utilizem como uma lição para fortalecer o sistema de segurança ferroviária como um todo, incentivando ao mesmo tempo a criação de transportes seguros e sustentáveis ​​no futuro.

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