China pede suspensão de operações militares após fechamento do Estreito de Ormuz

Harianjogja.com, PEQUIM—O governo chinês se pronunciou sobre o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) após os Estados Unidos e o ataque de Israel ao Irã.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, sublinhou que o Estreito de Ormuz e as águas circundantes são uma rota comercial internacional muito importante, especialmente para a distribuição de bens e energia mundiais.
“O Estreito de Ormuz e as águas circundantes são uma importante rota comercial internacional de bens e energia”, disse Mao numa conferência de imprensa em Pequim, segunda-feira (03/02/2026).
China pede que a escalada pare imediatamente
Mao apelou a todas as partes envolvidas no conflito para que parem imediatamente as operações militares e evitem uma nova escalada que possa potencialmente perturbar o crescimento económico global.
Enfatizou que a segurança e a estabilidade da região do Médio Oriente são um interesse comum da comunidade internacional.
Segundo Mao, o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não teve autorização do Conselho de Segurança da ONU e foi considerado uma violação do direito internacional.
“A China está profundamente preocupada com o impacto generalizado na região. A soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Golfo devem ser plenamente respeitadas. Instamos todas as partes a suspenderem as operações militares e evitarem a propagação do conflito”, disse ele.
A China, continuou Mao, apoia os países da região a melhorar a comunicação e a coordenação para manter a paz e a estabilidade regionais. Pequim também enfatizou a sua rejeição ao uso da força nas relações internacionais.
“A actual prioridade é parar imediatamente as operações militares e evitar a escalada do conflito. A China está pronta para trabalhar com a comunidade internacional para encorajar o diálogo e as negociações”, disse ele.
Nega rumores de vendas de mísseis ao Irã
Nessa ocasião, Mao também negou relatos sobre a alegada compra pelo Irão de mísseis supersónicos anti-navio CM-302 de fabrico chinês.
“O relatório não é verdadeiro. A China cumpre sempre as suas obrigações internacionais e opõe-se à propagação da desinformação”, sublinhou.
Impacto no comércio e nos preços do petróleo
O fechamento do Estreito de Ormuz ocorreu após o Irã ser atacado pelos EUA e Israel no sábado (28/2). Considera-se que esta etapa tem o potencial de perturbar o transporte marítimo internacional e o comércio global de energia.
Várias empresas supostamente cancelaram remessas de petróleo bruto, combustível e gás natural liquefeito (GNL). Os navios também teriam se amontoado ao redor do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.
O Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão, é uma rota vital para os mercados energéticos mundiais. Cerca de 20% do consumo global de petróleo passa por esta rota todos os dias.
Desde que o encerramento foi anunciado, os preços do petróleo nos mercados asiáticos saltaram cerca de 13%, para 80 dólares por barril. Se esta situação se prolongar, os preços do petróleo terão potencial para ultrapassar o nível de 100 dólares americanos por barril.
A escalada do conflito na região do Médio Oriente é actualmente uma séria preocupação para o mundo, considerando o seu impacto não só na estabilidade da segurança regional, mas também na economia global.
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