29 Junho 2026

China pede suspensão de operações militares após fechamento do Estreito de Ormuz

China pede suspensão de operações militares após fechamento do Estreito de Ormuz

China pede suspensão de operações militares após fechamento do Estreito de Ormuz

Harianjogja.com, PEQUIM—O governo chinês se pronunciou sobre o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) após os Estados Unidos e o ataque de Israel ao Irã.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, sublinhou que o Estreito de Ormuz e as águas circundantes são uma rota comercial internacional muito importante, especialmente para a distribuição de bens e energia mundiais.

“O Estreito de Ormuz e as águas circundantes são uma importante rota comercial internacional de bens e energia”, disse Mao numa conferência de imprensa em Pequim, segunda-feira (03/02/2026).

China pede que a escalada pare imediatamente

Mao apelou a todas as partes envolvidas no conflito para que parem imediatamente as operações militares e evitem uma nova escalada que possa potencialmente perturbar o crescimento económico global.

Enfatizou que a segurança e a estabilidade da região do Médio Oriente são um interesse comum da comunidade internacional.

Segundo Mao, o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não teve autorização do Conselho de Segurança da ONU e foi considerado uma violação do direito internacional.

“A China está profundamente preocupada com o impacto generalizado na região. A soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Golfo devem ser plenamente respeitadas. Instamos todas as partes a suspenderem as operações militares e evitarem a propagação do conflito”, disse ele.

A China, continuou Mao, apoia os países da região a melhorar a comunicação e a coordenação para manter a paz e a estabilidade regionais. Pequim também enfatizou a sua rejeição ao uso da força nas relações internacionais.

“A actual prioridade é parar imediatamente as operações militares e evitar a escalada do conflito. A China está pronta para trabalhar com a comunidade internacional para encorajar o diálogo e as negociações”, disse ele.

Nega rumores de vendas de mísseis ao Irã

Nessa ocasião, Mao também negou relatos sobre a alegada compra pelo Irão de mísseis supersónicos anti-navio CM-302 de fabrico chinês.

“O relatório não é verdadeiro. A China cumpre sempre as suas obrigações internacionais e opõe-se à propagação da desinformação”, sublinhou.

Impacto no comércio e nos preços do petróleo

O fechamento do Estreito de Ormuz ocorreu após o Irã ser atacado pelos EUA e Israel no sábado (28/2). Considera-se que esta etapa tem o potencial de perturbar o transporte marítimo internacional e o comércio global de energia.

Várias empresas supostamente cancelaram remessas de petróleo bruto, combustível e gás natural liquefeito (GNL). Os navios também teriam se amontoado ao redor do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

O Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão, é uma rota vital para os mercados energéticos mundiais. Cerca de 20% do consumo global de petróleo passa por esta rota todos os dias.

Desde que o encerramento foi anunciado, os preços do petróleo nos mercados asiáticos saltaram cerca de 13%, para 80 dólares por barril. Se esta situação se prolongar, os preços do petróleo terão potencial para ultrapassar o nível de 100 dólares americanos por barril.

A escalada do conflito na região do Médio Oriente é actualmente uma séria preocupação para o mundo, considerando o seu impacto não só na estabilidade da segurança regional, mas também na economia global.

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