Opinião | A geopolítica está a complicar a transição verde – e o momento da China

A recente escalada no Médio Oriente produziu um vencedor imprevisto. O conflito reacendeu as preocupações sobre a logística e a segurança energética, levando os governos e as empresas a reconsiderar a sua dependência dos combustíveis fósseis e das frágeis rotas de abastecimento. Isto acelerou o movimento em direção às energias renováveis.
A importância estratégica do Estreito de Ormuz é bem compreendida. Aproximadamente um quinto do comércio mundial de petróleo passa por esta estreita via navegável. Qualquer ameaça ao seu funcionamento afecta imediatamente os preços da energia, o sentimento dos investidores e o planeamento económico. O conflito mostra mais uma vez quão frágil permanece o sistema energético global quando depende fortemente de um punhado de pontos de estrangulamento geopolíticos.
Em toda a Europa, a procura de veículos eléctricos atingiu níveis recorde. Só em Março, a instalação de capacidade solar na Grã-Bretanha atingiu o seu nível mais elevado desde 2012. A Coreia do Sul, que importa cerca de 70% do seu petróleo bruto do Médio Oriente, acelerou os planos para expandir a produção de energia renovável. Discussões semelhantes estão a ter lugar em países da Ásia, África e América Latina.



