Pena de morte abolida, mundo destaca os motivos de Mianmar

Harianjogja.com, JOGJA—O governo de Mianmar deu um grande passo ao alterar todas as sentenças de morte para prisão perpétua. Esta política foi anunciada para coincidir com as celebrações do Ano Novo em Mianmar e foi descrita como uma forma de perdão em massa por parte do governo.
No entanto, esta decisão despertou imediatamente a atenção internacional. Onze Myanmar, sexta-feira (17/4/2026) informou que o presidente Min Aung Hlaing, anteriormente conhecido como líder militar durante o golpe de 2021, agora tenta apresentar uma nova face como chefe de estado civil.
Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a inclusão do nome de Aung San Suu Kyi na lista de beneficiários de pena reduzida. O antigo líder civil birmanês foi anteriormente condenado a um total de 33 anos de prisão, que foi agora reduzido para 27 anos.
Esta redução ainda não liberta Suu Kyi, mas ainda é vista como um sinal de mudança por alguns partidos. No entanto, ainda não há certeza se ele será transferido para prisão domiciliar ou continuará cumprindo pena na prisão.
Esta política surgiu depois de Mianmar ter passado por cinco anos de conflito desde o Golpe de Estado de 2021 em Mianmar. O governo afirma que a transição para um regime civil ocorreu após a vitória do partido pró-militar nas eleições finais de 2025.
No entanto, grupos de defesa da democracia dizem que as mudanças são apenas cosméticas. Considera-se que o actual governo ainda está sob controlo militar, embora seja formalmente civil.
Dados da Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP) mostram o grave impacto do conflito. Desde 2021, mais de 30.000 pessoas foram detidas, cerca de 8.700 foram libertadas e quase 8.000 pessoas foram mortas.
Estes números reforçam as dúvidas de que uma amnistia em massa possa apagar anos de cicatrizes sociais.
Por outro lado, o anúncio da amnistia foi recebido com consternação pelas famílias dos presos. Fora da prisão de Insein, Yangon, várias famílias reuniram-se à espera de notícias da libertação dos seus familiares. Contudo, a chance de liberdade dos presos políticos ainda é considerada pequena.
O Instituto de Estratégia e Política de Myanmar observou que menos de 14% dos prisioneiros libertados na amnistia anterior eram presos políticos.
Isto significa que esta última política não visa necessariamente os grupos que são as principais vítimas do conflito político.
Além de abolir a pena de morte, o governo também libertou milhares de prisioneiros, incluindo o ex-presidente Win Myint. Vários cidadãos estrangeiros também serão deportados como parte da política.
Este passo é visto por alguns observadores como um esforço para melhorar a imagem de Mianmar aos olhos do mundo. Nos últimos anos, o país tem enfrentado pressão internacional sob a forma de sanções económicas e isolamento diplomático.
Para a comunidade global, esta decisão é um teste importante. Estará Myanmar realmente a caminhar no sentido da reconciliação ou simplesmente a tentar aliviar a pressão internacional?
Sem novas medidas, como a libertação generalizada de presos políticos, a cessação da violência e o diálogo inclusivo, esta amnistia corre o risco de ser vista apenas como um símbolo sem mudança real.
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