Índice Mundial revela cidades com maior carga de vida

Harianjogja.com, JACARTA—As cidades mais stressadas do mundo ocupam um lugar central no mais recente índice global que avalia o stress da vida urbana com base no custo de vida, congestionamento, saúde, criminalidade e poluição.
O estudo classificou Nova York como a cidade com os maiores níveis de estresse atualmente. Estas conclusões foram reveladas num relatório da agência global de remessas que analisou mais de 170 cidades no mundo utilizando dados intersectoriais.
O relatório mostra pressão vital nas grandes cidades, não é apenas influenciada pelas oportunidades económicas, mas também pelos desafios diários, como as longas viagens, o aumento dos custos das necessidades, as preocupações com a segurança, o acesso limitado à saúde e a qualidade do ar. Esses fatores contribuem para o aumento dos níveis de estresse dos residentes urbanos.
Este índice global foi compilado medindo cinco indicadores principais, nomeadamente o tempo médio de viagem para uma viagem de 10 quilómetros com base em dados da TomTom, o índice de custo de vida, o índice de serviços de saúde, a taxa de criminalidade do Numbeo e o nível anual de poluição do IQAir. Cada cidade recebeu então uma pontuação de estresse em uma escala de 0 a 10, com pontuações mais altas indicando maior estresse na vida.
Nova York é a cidade mais estressante
Nova York, nos Estados Unidos, ocupa o primeiro lugar como a cidade mais estressante para se viver. O altíssimo custo de vida, com índice que chega a 100, faz desta cidade uma das mais caras do mundo, incluindo moradia, necessidades diárias, transporte e até mesmo o custo de alimentação fora de casa.
Apesar de ter serviços de saúde de qualidade e níveis de poluição relativamente baixos para uma cidade com uma população tão grande, a pressão financeira continua a ser uma importante fonte de stress para os residentes. Longas jornadas de trabalho, intensa competição profissional e superlotação aumentam o estresse da vida diária.
Dublin enfrenta pressão imobiliária
Dublin, na Irlanda, é a próxima a enfrentar as pressões da vida alimentadas pelo rápido crescimento das indústrias tecnológica e financeira. Este desenvolvimento económico é, na verdade, acompanhado pelo aumento dos preços da habitação e dos custos de arrendamento, que são cada vez mais difíceis de suportar.
O tempo médio de viagem de cerca de 32 minutos para uma distância de 10 quilómetros é um dos mais elevados da Europa, aumentando o stress diário dos cidadãos. No final de 2024, o rácio preço da habitação/rendimento estará cerca de 11% acima da média, refletindo uma pressão significativa no mercado imobiliário, especialmente para a geração mais jovem.
Cidade do México e Manila atingidas por engarrafamentos
A Cidade do México também está na lista das cidades mais estressadas, especialmente devido à sua população metropolitana de mais de 22 milhões. Engarrafamentos crônicos significam que uma viagem de 10 quilômetros leva quase 32 minutos, piorando a rotina diária dos moradores.
Além disso, as preocupações com a segurança foram um factor importante, com o índice de criminalidade a atingir 66,8, um dos mais elevados do estudo. Esta condição aumenta a pressão psicológica das comunidades urbanas.
Manila, nas Filipinas, enfrenta desafios semelhantes sob a forma de congestionamento severo e uma rede rodoviária limitada. O tempo médio de viagem de quase 32 minutos para uma distância de 10 quilómetros torna a mobilidade diária muito desafiante.
Com um índice de criminalidade de 64,6 e uma elevada densidade populacional, as pressões da vida em Manila são cada vez mais complexas, especialmente para os residentes que têm de equilibrar o trabalho e as responsabilidades familiares.
Londres pressionada por custos e mobilidade
Londres, no Reino Unido, também entrou na lista das cidades mais estressantes devido a uma combinação de altos custos de vida e longos tempos de deslocamento. Embora os serviços de saúde na cidade sejam de boa qualidade, os custos diários e o congestionamento da mobilidade continuam a ser grandes fontes de stress para os seus residentes.
As conclusões das cidades mais stressantes do mundo mostram que a qualidade de vida urbana é fortemente influenciada pelo equilíbrio entre as oportunidades económicas e os encargos da vida quotidiana. A análise também mostra que o custo de vida e a mobilidade são determinantes-chave dos níveis de stress em muitas cidades globais.
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Fonte: Bisnis.com




