EUA usam bases britânicas para operações militares contra o Irã

Harianjogja.com, JACARTA– Os Estados Unidos começaram a usar uma série de bases militares na Grã-Bretanha para conduzir operações especiais de defesa contra o Irã, disse o Ministério da Defesa britânico no sábado.
O comunicado afirma que a medida foi tomada para evitar que o Irão lançasse ataques com mísseis que pudessem pôr em perigo o território e os cidadãos britânicos.
“Os Estados Unidos começaram a usar bases britânicas para operações especiais de defesa para evitar que o Irão dispare mísseis contra a região, colocando assim em perigo a vida dos cidadãos britânicos”, afirmou um comunicado do ministério citado pela Sky News.
Jatos de combate britânicos participam de operações
Além de utilizar bases militares, a Grã-Bretanha também mobiliza uma série de meios militares para apoiar operações na região do Médio Oriente.
Os caças Eurofighter Typhoon e F-35 Lightning II estariam supostamente envolvidos em operações aéreas na Jordânia, Catar e Chipre.
O governo britânico também enviou um helicóptero AgustaWestland AW101 Merlin para a área.
Manifestações em Chipre
Em meio às tensões crescentes, centenas de pessoas teriam se reunido no centro de Nicósia no sábado para protestar contra a presença de uma base militar britânica em Chipre.
De acordo com o relatório do Cyprus Mail, os manifestantes carregavam faixas com os dizeres “Chipre não é a sua plataforma de lançamento” e “Bases britânicas fora”.
O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, também não descartou na sexta-feira a possibilidade de a questão do futuro da base militar britânica na ilha ser discutida após o fim do conflito no Médio Oriente.
O conflito esquenta
As tensões regionais aumentaram desde 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra vários alvos no Irão, incluindo a capital Teerão.
O ataque causou danos e vítimas entre civis.
O Irão respondeu então lançando ataques ao território israelita e às instalações militares dos EUA no Médio Oriente.
Os ataques iniciais dos EUA e de Israel foram considerados medidas “precaucionárias” contra o programa nuclear do Irão. Contudo, surgiu então uma declaração indicando um desejo de uma mudança de poder no Irão.
No ataque ocorrido no primeiro dia da operação militar, o Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, teria sido morto. O governo iraniano declarou então um período de luto nacional de 40 dias.
O presidente russo, Vladimir Putin, condenou o assassinato de Khamenei como uma violação cínica do direito internacional.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia condenou as operações militares dos EUA e de Israel e apelou à imediata redução da escalada e à cessação das hostilidades na região.
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Fonte: Entre




