Conflito no Golfo esquenta, turistas ricos brigam por jatos particulares

Harianjogja.com, JOGJA—Os ataques de drones e mísseis na região do Golfo provocam pânico entre os turistas estrangeiros. O encerramento dos aeroportos forçou os turistas, especialmente a elite, a procurar jactos privados, com os preços a subirem drasticamente.
“Muitos operadores de aeronaves não querem voar por causa de requisitos de seguro e decisões dos proprietários. Portanto, há muita procura, muito pouca oferta”, disse um representante da AlbaJet citado pelo The Telegraph.
Este aumento na procura fez com que o preço dos jactos privados subisse três vezes mais do que o normal. Em Mascate, a taxa de aluguer de um pequeno jacto para Istambul é de 85.000 euros. Na verdade, os assentos fretados para Moscou chegam a 20.000 euros por pessoa.
Com o fechamento das rotas aéreas, as viagens terrestres tornaram-se a principal opção para os turistas que desejam sair da zona de conflito. A rota para Mascate, que leva cerca de 4,5 horas, é a escolha preferida porque o aeroporto da cidade ainda está operacional.
Além disso, a rota para Riad também é movimentada, embora demore até 10 horas para viajar. As empresas de segurança privada até implantaram frotas de SUVs para evacuar clientes premium.
Na capital da Arábia Saudita, o preço de um voo num jacto privado para a Europa subiu para 350 mil dólares – um valor que reflecte a urgência da situação.
Ao contrário da elite, a maioria dos turistas é forçada a ficar em hotéis porque não tem acesso a transporte de evacuação. O conselho de turismo de Dubai instruiu os hotéis a continuarem a acomodar hóspedes afetados por cancelamentos de voos.
No entanto, no terreno, vários relatórios indicam que existem problemas de comunicação entre hotéis e turistas estrangeiros, complicando a situação em plena crise.
A crise também se estendeu ao sector da navegação turística. Milhares de passageiros de navios de cruzeiro teriam ficado presos nas águas do Golfo depois que vários portos foram temporariamente fechados, inclusive em Abu Dhabi.
Os passageiros foram convidados a permanecer em suas cabines por segurança depois que relatos de explosões e fumaça preta apareceram em áreas estratégicas como o Porto de Zayed.
Esta situação também gerou polêmicas políticas na Europa. O Ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, enfrentou críticas por regressar a Roma num avião governamental enquanto os seus cidadãos ainda estavam retidos na região do Golfo. A oposição exige esclarecimentos sobre a preparação do governo para enfrentar uma escalada de conflito que tem um amplo impacto sobre os civis.
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