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A ameaça de Trump desencadeia novas tensões, China pede o fim da guerra

Harianjogja.com, PEQUIM—As tensões globais estão a aquecer cada vez mais após as fortes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irão, desencadeando uma reação firme do governo chinês, apelando ao fim da guerra.

O governo chinês, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, apelou a todas as partes, incluindo os Estados Unidos, Israel e o Irão, para que parem imediatamente as operações militares para evitar um impacto mais amplo na economia global.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, enfatizou que o uso da força militar não resolveria as raízes do conflito na região do Golfo.

“Os métodos militares não resolvem problemas fundamentais. O aumento do conflito não beneficia nenhuma das partes”, disse ele em entrevista coletiva em Pequim, quinta-feira (04/02/2026).

Esta chamada surgiu após o polémico discurso de Trump sobre os planos para aumentar os ataques militares numa operação chamada “Epic Fury”.

Trump até ameaçou lançar um ataque maior nas próximas duas a três semanas.

“Vamos atingi-los com muita força… levando-os de volta à Idade da Pedra”, disse Trump.

Esta declaração suscitou preocupações sobre a perturbação da estabilidade das rotas energéticas globais, especialmente na área do Estreito de Ormuz, que é uma rota vital para a distribuição mundial de petróleo.

A China acredita que a escalada do conflito irá, na verdade, piorar a situação e apela à abertura de espaço para o diálogo como principal solução.

Mao Ning também destacou as operações militares dos EUA e de Israel como o principal gatilho para as tensões que tiveram impacto na segurança do transporte marítimo internacional.

“Todos os olhos estão voltados para a possibilidade de a estabilidade retornar ao Estreito de Ormuz”, disse ele.

Por outro lado, Trump afirma que as condições militares e económicas do Irão enfraqueceram, ameaçando mesmo destruir infra-estruturas vitais, como centrais eléctricas e campos petrolíferos, se as exigências de Washington não forem satisfeitas.

No entanto, esta afirmação foi negada pelo governo iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, enfatizou que não houve pedido de cessar-fogo por parte de Teerã.

Segundo ele, a comunicação ocorrida limitou-se à troca limitada de mensagens e não a negociações oficiais.

Para contextualizar, este conflito atingiu o seu pico desde finais de Fevereiro, quando ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irão mataram mais de 1.340 pessoas, incluindo o Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei.

Os ataques retaliatórios do Irão também causaram baixas nos EUA, com 13 militares mortos e centenas de outros feridos.

Esta situação aumentou as preocupações globais, especialmente no que diz respeito à estabilidade e segurança energética na região do Médio Oriente.

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