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Filme My Third Home destaca a vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes

Harianjogja.com, JOGJA — A exibição e discussão do documentário ‘My Third Home’ na Associação Indonésia de Planejamento Familiar DIY, sábado (4/11/2026), tornou-se um espaço de reflexão sobre as vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres, especialmente trabalhadoras migrantes e trabalhadoras informais.

A atividade, realizada pela Beranda Migran em conjunto com diversas organizações como Mitra Wacana, KOPPMI, Yasanti e IMA, contou com a presença de cerca de 50 participantes de diversas origens.

Destaque as proteções fracas do PMI

A discussão levantou a fragilidade da protecção jurídica e da segurança social para os Trabalhadores Migrantes Indonésios (PMI). Esta condição torna-os vulneráveis ​​à violência física, sexual, psicológica e económica.

Esta questão surgiu novamente após a tragédia do incêndio em Tai Po, no final de 2025, que pôs em evidência o fraco sistema de protecção dos trabalhadores migrantes no estrangeiro.

A amarga realidade por trás da migração

O diretor do filme, Francis Catedral, enfatizou que a realidade dos trabalhadores migrantes está muitas vezes longe da imaginação do público.

“Eles enfrentam salários baixos, longas horas de trabalho, tratamento desumano e são até tratados como mercadorias ou mercadorias”, disse ele.

Este filme conta a história de trabalhadoras domésticas migrantes indonésias em Hong Kong que têm de enfrentar a pressão do trabalho e a separação das suas famílias, mas encontram forças através da solidariedade com os seus colegas migrantes.

A migração não é apenas uma opção

Os participantes na discussão concordaram que a migração muitas vezes não é uma escolha livre, mas sim o resultado de limitações económicas e da falta de oportunidades de emprego no país.

O representante da KOPPMI, Nur Khasanah, disse que a migração acarreta muitos sacrifícios que muitas vezes passam despercebidos.

“A migração não é apenas uma questão de rendimento, mas também de sacrificar energia, tempo, saúde e relações familiares”, disse ele.

Custos ocultos para acesso mínimo à proteção

A discussão também destacou os custos ocultos da migração, tais como o impacto psicológico da separação familiar, especialmente entre mãe e filho.

Esta condição é agravada pela política em Hong Kong, que exige que os trabalhadores domésticos vivam com os seus empregadores, dificultando-lhes a procura de protecção quando sofrem violência.

Neste contexto, a existência de abrigos como a Bethune House é muito importante como espaço seguro para os trabalhadores migrantes.

Incentive a colaboração e a política

Através deste fórum, os participantes incentivaram o reforço da colaboração intersectorial para melhorar as políticas de protecção dos trabalhadores migrantes, expandir o acesso à segurança social e aumentar o empoderamento económico das mulheres.

Espera-se que esta discussão produza recomendações estratégicas que não sejam apenas relevantes a nível local, mas também tenham um impacto na melhoria do sistema de protecção dos trabalhadores migrantes a nível nacional.

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