3 Agosto 2026

Declínio do mercado de smartphones, Apple ultrapassa Samsung no primeiro trimestre de 2026

Declínio do mercado de smartphones, Apple ultrapassa Samsung no primeiro trimestre de 2026

Declínio do mercado de smartphones, Apple ultrapassa Samsung no primeiro trimestre de 2026

Harianjogja.com, JOGJA—O mercado global de smartphones sofreu pressão no primeiro trimestre de 2026 devido à escassez de componentes de memória DRAM e NAND. O relatório da Counterpoint Research observou que as remessas de smartphones caíram cerca de 6% anualmente (ano a ano/ano).

Esta descida ocorreu num contexto de enfraquecimento da procura e de incerteza económica global. Vários fabricantes até adiaram o lançamento de produtos e ajustaram estratégias de preços para manter a estabilidade dos negócios.

Apple sobe, Samsung escorrega

Em plena contração do mercado, a Apple registou um desempenho positivo, com uma quota de mercado de 21%. Essa conquista foi impulsionada pela alta demanda pelo iPhone 17 e por uma estratégia agressiva de troca.

O crescimento da Apple também foi apoiado pelo mercado Ásia-Pacífico, incluindo a Índia, de modo que a empresa conseguiu registar um aumento anual de 5% e tornar-se líder de mercado no primeiro trimestre.

Enquanto isso, a Samsung está em segundo lugar com uma participação de 20%, mas experimentou uma queda de 6% A/A. Este enfraquecimento foi desencadeado pela queda da procura no segmento de massa, bem como por atrasos no lançamento da série Galaxy S26.

Xiaomi está sob pressão, segmento premium sobrevive

A Xiaomi ocupa o terceiro lugar com uma participação de 12%. A empresa foi afetada pela escassez de memória, especialmente no segmento básico, sensível ao preço.

No entanto, linhas premium como o Xiaomi 17 continuam apresentando forte desempenho, principalmente no mercado chinês.

Oppo e Vivo estáveis, pequenas marcas crescem

Oppo e Vivo estão na quarta e quinta posições respetivamente com uma quota de 11% e 8%. A Oppo é apoiada pelas vendas da série A e dos mais recentes telefones dobráveis, enquanto a Vivo regista crescimento na Índia.

Curiosamente, duas marcas menores roubaram a cena. O Google registrou um crescimento de 14% no comparativo anual, enquanto a Nothing subiu para 25% no comparativo anual graças ao foco na inovação e na experiência do usuário.

A crise continua até 2027

A Counterpoint estima que a pressão do mercado não diminuirá tão cedo. Prevê-se que a crise de memória global dure até 2027, provocando potencialmente flutuações nos preços e na disponibilidade dos produtos.

No futuro, espera-se que os fabricantes não dependam mais apenas das vendas de hardware, mas também fortaleçam os ecossistemas, o software e os serviços digitais como novas fontes de crescimento.

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