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Suposta provocação, Permadi Arya e Ade Armando denunciadas à polícia

Harianjogja.com, JACARTA— Relatos de suposta incitação e provocação relacionados a videoclipes de palestras de figuras nacionais foram encaminhados ao Polda Metro Jaya, segunda-feira (20/04/2026). Dois activistas das redes sociais, Ade Armando e Permadi Arya, foram denunciados pela Maluku Advocates Professional Alliance (APAM).

O representante da APAM, Tio Nurlette, disse que a denúncia foi feita porque o conteúdo que circulou foi considerado causador de comoção em espaços públicos. O relatório foi recebido pela SPKT com o número STTLP/B/2767/IV/2026/SPKT/POLDA METRO JAYA.

“Hoje fomos ao Polda Metro Jaya para fazer uma reportagem sobre suposto incitamento e provocação através das redes sociais”, disse o Tio quando nos encontramos no SPKT Polda Metro Jaya, no sul de Jacarta.

Segundo ele, este relatório é uma forma de esforço para intentar acções judiciais de acordo com os princípios do Estado de Direito regulamentados na Constituição. A APAM espera que o caso seja processado para proporcionar segurança jurídica e sentido de justiça.

O tio explicou que a reportagem foi feita após a circulação de um videoclipe da palestra de Jusuf Kalla no púlpito da Mesquita Campus da UGM. O vídeo, disse ele, foi distribuído através do canal Cokro TV no YouTube e da conta do Facebook, causando amplas reações na sociedade.

Diz-se que o conteúdo cortado desencadeia opiniões negativas, provoca até comentários de ódio que atacam a honra de figuras e abordam questões delicadas relacionadas à religião.

“Isto provocou opiniões negativas e hostilidade, atacando até mesmo a religião islâmica, o Alcorão e o profeta Maomé”, disse ele.

Ele acredita que se o vídeo for exibido na íntegra, possíveis mal-entendidos poderão ser evitados. Segundo ele, o corte do conteúdo fez com que o conteúdo da palestra não fosse totalmente transmitido, provocando diferentes interpretações no público.

A APAM também destaca o impacto social mais amplo, especialmente para o povo de Maluku que sofreu conflitos comunitários no passado. Teme-se que narrativas consideradas provocativas desencadeiem traumas coletivos.

“Se as percepções das pessoas são formadas a partir de clips de vídeo, isto é perigoso, especialmente para as pessoas das Maluku que têm experiências de conflito”, disse ele.

Na reportagem, o repórter também incluiu diversas evidências, incluindo a versão completa do vídeo da palestra, videoclipes que circulam nas redes sociais, além de capturas de tela dos comentários dos internautas.

O artigo relatado refere-se à Lei de Informação e Transações Eletrônicas (ITE) número 1 de 2024, bem como às disposições do Código Penal relativas à suposta disseminação de informações inflamatórias e causadoras de ódio.

Até agora, a polícia ainda está investigando a denúncia.

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Fonte: Entre

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